Médicos do Hospital Regional podem paralisar serviços

Os profissionais da unidade estão sem receber salários há 90 dias e situação começa a se agravar

Profissionais da unidade hospitalar relatam que estão há 90 dias sem receber plantões – Foto: Arquivo

A possibilidade de uma paralisação por parte dos médicos que trabalham no Hospital Regional de Rondonópolis não está descartada. Os profissionais estão sem receber salários há 90 dias e, conforme relatado ao A TRIBUNA, o Instituto Gerir, que administra o hospital, não apresentou até o momento algum prazo ou cronograma para pagamento dos plantões. Na noite de ontem (3), uma assembleia foi realizada entre a categoria para tratar sobre o assunto. Até o fechamento da edição, os profissionais ainda não haviam deliberado ações, mas uma possível paralisação será comunicada previamente para todos os órgãos competentes e especialmente para a população, que será duramente afetada.
Além do atraso salarial, os profissionais também relatam falta de medicamentos dentro da unidade, como é o caso dos antibióticos. Outro ponto destacado pelos médicos é o repasse de recursos por parte do Governo do Estado, que não estaria atrasado. “Temos informações de que no dia 19 de março o hospital recebeu recursos do Estado, mas, mesmo assim, os salários não foram pagos. Com o término do contrato, estamos receosos de não receber esses três meses de serviços prestados”, disse um dos profissionais à reportagem.
O contrato citado diz respeito a administração do Hospital Regional, que é realizada de forma emergencial desde o dia 1º de outubro. O Instituto Gerir foi contratado por meio de Dispensa de Licitação nº 030/2017, para administrar o hospital por seis meses. O contrato se encerrou no dia 1º de abril, mas até o momento, não há nenhuma informação sobre como fica a administração do hospital a partir de agora. O Ministério Público Estadual (MPE) abriu um inquérito civil público para investigar a Secretaria de Estado de Saúde (SES) pela contratação da Organização Social (OS) sem o processo de licitação, investigação esta que ainda está em andamento.
No período de outubro de 2017 até março de 2018, a Gerir recebeu do Governo do Estado o repasse mensal de R$ 4,6 milhões, o mesmo valor que era repassado para a Sociedade Beneficente São Camilo, que esteve à frente da gestão do Hospital Regional de 1º de julho de 2011 a 30 de setembro de 2017.
Em fevereiro deste ano, a Secretaria de Estado de Saúde realizou um chamamento público para que uma Organização Social de Saúde (OSS) assumisse a administração do Hospital Regional de Rondonópolis. Apenas o Instituto Gerir apresentou interesse ao chamamento. A licitação para contratação de OSS, quando efetuada, deve movimentar cerca de R$ 250 milhões ao longo dos próximos cinco anos – quantia que chama a atenção pelo expressivo volume.
OUTRO LADO
A reportagem entrou em contato com a administração do Hospital Regional de Rondonópolis, para obter informações sobre o pagamento de salários aos médicos e a denúncia sobre a falta de medicamentos. Além disso, questionamos o término do contrato emergencial e como fica a situação da administração, tendo em vista que o processo licitatório para contratação de uma nova OSS ou do próprio Gerir ainda está em andamento. Até o fechamento da edição, o Instituto não respondeu nossas solicitações.

1 COMENTÁRIO

  1. A direção só irá se pronunciar após o feriado! Esse “feriado” a que eles se referem, é o Zé Apático? Opa! Quis dizer Zé do Pátio (RONDON)! Sim, porque o homem é a personificação do Feriado! E prolongado!

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