Papo Político

1 – SENHORES E SENHORAS,
a cada dia que se aproxima o 7 de abril, prazo final para quem pretende concorrer aos cargos eletivos em outubro, a se filiar a um partido político, ou seja, seis meses antes da data das eleições, as discussões para as composições das chapas que concorrerão neste ano começam a tomar direcionamento. Aqui na Coluna já comentamos amplamente que o atual senador Wellington Fagundes (PR) está trabalhando para construir sua candidatura ao governo de Mato Grosso. Fomos informados pelo próprio senador, que na última quinta-feira (8), ele já teve um diálogo com o ex-prefeito Percival Muniz, ainda sem partido, no sentido de montar uma composição para disputar o pleito.
ATÉ AGORA
o que teria ficado acertado é que na possível composição com o projeto de governo do senador Wellington, o vereador Fabio Cardozo teria garantido uma vaga para entrar na disputa como candidato a deputado federal e Thiago Muniz seria o candidato a deputado estadual. Já Percival não disputaria cargo eletivo nestas eleições e atuaria apenas nos bastidores de campanha. Em contrapartida ao apoio do grupo de Muniz neste pleito eleitoral, nas eleições de 2020, Wellington teria hipotecado apoio a um projeto do grupo de Percival para disputar a Prefeitura de Rondonópolis, onde o candidato poderia ser o empresário e vereador Thiago Muniz. Após esse diálogo de Muniz e Fagundes, estava previsto para ontem (10), um diálogo entre Percival e o deputado estadual Zeca Viana (PDT). Nesse encontro o ex-prefeito de Rondonópolis teria o intuito de saber se realmente o PDT está interessado em formatar um projeto estadual junto ao grupo de Percival, que então migraria do PPS para o PDT.
CASO
realmente aconteça a união do grupo de Muniz e Fagundes, isso representaria uma forte oposição à candidatura à reeleição do governador Pedro Taques (PSDB), principalmente aqui em Rondonópolis, onde Taques foi o candidato, tanto para o Senado como para o governo de Mato Grosso, mais bem votado nas duas últimas eleições gerais, no entanto não vem correspondendo esse apoio com, pelo menos, o mínimo dos investimentos necessários na cidade, o que deixa a população frustrada com a sua atuação política. Inclusive, Taques fez visitas à cidade e muito barulho com anúncio de obras, de isso e aquilo, e nada se cumpriu. Na opinião da Coluna, a junção de Muniz e Fagundes é o gigante da oposição mato-grossense levantando a partir de Rondonópolis.

2 – AO QUADRO
de hoje, Pedro Taques tem como declarado apoio em Rondonópolis do grupo político do prefeito Zé Carlos do Pátio (SD), o qual não anda bem avaliado na cidade. Porém, neste grupo do prefeito não está incluso as lideranças do PSL, que acompanham hoje o vice-prefeito Ubaldo Barros, agora presidente da sigla na cidade. O vice-prefeito no último dia 3 de março, declarou no seu ato de posse na presidência do PSL, de que não irá apoiar a reeleição de Taques, até mesmo porque agora o seu novo partido poderá ter o ex-prefeito de Sorriso Dilceu Rossato como candidato a governador.

3 – NESTA
semana o deputado Adilton Sachetti confirmou a sua filiação no Partido Republicano Brasileiro (PRB). Aqui em Rondonópolis nas eleições municipais de 2016, o partido caminhou ao lado do grupo do ex-prefeito Percival. Agora, neste projeto estadual de Muniz é obvio que a militância do PRB na cidade é simpática ao projeto. Agora resta saber se será do agrado do deputado Adilton Sachetti entrar para o projeto de junção de Wellington e Percival, até mesmo porque para emplacar sua pré-candidatura ao Senado Federal, tem um leque de oportunidades, como até mesmo formar chapa com seu ex-companheiro do partido PSB, que agora deverá de filiar no DEM, o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes. Vale lembrar que no PSB, o deputado Adilton esteve na base de apoio do governador Pedro Taques e ao que tudo indica, ainda não rompeu completamente com ele. Mas tudo fica a depender das composições de chapa, onde estão em jogo as duas vagas para o Senado, e o Adilton é candidato a uma delas.

4 – JÁ NO PROJETO
de candidatura a governador de Mato Grosso, o nome do prefeito de Barra do Garças, Beto Farias (MDB), está sendo especulado para uma possível composição de pré-candidato a vice-governador na chapa de Wellington Fagundes. O fato de ser do Araguaia, região quase sempre esquecida nas grandes articulações políticas, também o fortalece. Durante passagem pela região, acompanhando o diretor-geral do Dnit, Valter Casimiro, Wellington reafirmou a intenção concorrer a governador e considerou Beto como uma boa opção para seu vice. Mas para tanto, disse que caberá aos partidos que vão compor a coligação analisar o que será melhor para a chapa.

5 – E QUEM AINDA
passando um aperto político danado é o senador José Medeiros (Pode). Pré-candidato à reeleição, se viu obrigado a se agarrar aos partidos nanicos como Pros, PSDC, PMN, PRP e PSL para tentar sobreviver no meio político. Segundo o noticiário jornalístico, a prova do enfraquecimento de Medeiros foi o 1º Congresso do Podemos, realizado em Cuiabá, quando o evento foi prestigiado somente por figuras de pouca expressão, como alguns vereadores por Cuiabá, sendo visível o esvaziado público. Atualmente, para Medeiros conseguir compor chapa para disputar o Senado, o cogitado é ele formar aliança com o ex-prefeito de Sorriso, Dilceu Rossato, que embalado pelo pré-candidato a presidente, Jair Bolsonaro, se filiará ao PSL para disputar o governo de Mato Grosso.

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