RUA FERNANDO CORREA
Especialista aponta possíveis falhas na execução de serviço

Obra de coletor de esgoto teve início em setembro e promete solucionar problema antigo de despejo de esgoto da região no Rio Vermelho

Foto: Divulgação

A obra realizada na Rua Fernando Corrêa da Costa pela Prefeitura de Rondonópolis, para a instalação de um coletor de esgoto, já dura cinco meses e está chegando a sua etapa final. O Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis (Sanear) promove a instalação do coletor, estando todo o serviço orçado em aproximadamente R$ 900 mil, com recurso oriundo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-II). Um especialista da área, que observou de perto a obra e fez algumas colocações ao A TRIBUNA, apontou falhas na execução e na qualidade do serviço, o que segundo o mesmo, pode gerar problemas futuramente.
O coletor de esgoto tem 1.400 metros de extensão e a sua instalação está sendo feita em uma profundidade de aproximadamente 5 metros do lado direito da rua, entre a ponte do Ribeirão Arareau e a Avenida Lions Internacional. O coletor, segundo o Município, deve acabar com um problema de lançamento de esgoto de bairros da região no Rio Vermelho. Conforme explicado pelo especialista, a profundidade da vala para a instalação do coletor é de aproximadamente 6 metros, e a tubulação que está sendo colocada no local precisa de um aterramento específico.

Na visão de especialista, compactação do solo não está sendo realizada – Foto: Divulgação

Asfaltamento já feito após instalação de tubo em aproximadamente seis metros de profundidade – Foto: Divulgação

Outro ponto levantado é que o serviço de compactação não está sendo realizado. “Simplesmente estão botando barro e refazendo o asfalto. Uma coisa é certa: recalque”, explica o especialista, alertando para a possibilidade do assentamento da obra com a passagem dos veículos. “Pode acontecer um problema gigantesco futuramente, devido ao fluxo de veículos, inclusive veículos pesados, que passam pela Rua Fernando Corrêa diariamente. Estão colocando massa asfáltica em cima do barro, não há compactação, e corre o risco também de acontecer esmagamento dos tubos que foram colocados. Apesar de terem um tamanho considerável, há a possibilidade”, explica.
Na visão do especialista, o material que fica exposto à chuva todos os dias, com misturas de material de base, sub-base, argila e barro, é colocado novamente no corte do asfalto para envolver os tubos e depois recebe a lama asfáltica por cima, sem compactação, o que na sua visão pode provocar assentamento da área futuramente. A qualidade insatisfatória pode gerar transtornos a população atendida, além de gastos com reparos e manutenção corriqueira por parte da empresa de abastecimento e esgoto, no caso de Rondonópolis, o Sanear.
A OBRA
Conforme o Sanear informou em novembro passado, quando teve início a execução do projeto, a obra acontece devido à ampliação da rede de esgoto que já está sendo realizada na Bacia B de Rondonópolis, que envolvem os bairros Santa Clara, Parque Residencial Sagrada Família, Parque São Jorge e Residencial Colina Verde. O prazo para finalização do trabalho seria o mês de dezembro, mas alguns detalhes fizeram que esse prazo fosse estendido. Segundo informações do Sanear, na altura da loja Havan, como o solo é de arenito, foi necessário ao uso de uma máquina chamada rompedor hidráulico, que trabalhou no local. Já na região do Supermercado Big Master, onde o solo é arenoso, à medida que a rua foi sendo escavada, a lateral da vala cedeu, fazendo com que o ritmo da obra diminuísse.

“Estão colocando massa asfáltica em cima do barro, não há compactação”, alerta especialista – Foto: Divulgação

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