DRAMA
Conselho da Mulher cobra mais apoio do Município

Mara Oliveira, presidente do Conselho da Mulher, revelou os problemas enfrentados pela entidade – Foto: Deivid Rodrigues/A TRIBUNA

O Conselho Municipal de Direitos da Mulher (CMDM) enfrenta problemas em sua estrutura e, até agora, o poder público não tomou nenhuma providência quanto às necessidades da entidade. A informação foi repassada na tarde de ontem (11), pela presidente do CMDM, Mara Oliveira, em visita a redação do A TRIBUNA.
Segundo ela, um dessas dificuldades é a falta de combustível no veículo do conselho e de um motorista. E também aponta a necessidade da troca dos equipamentos de informática.
Outro ponto citado por Mara Oliveira é com relação ao sistema de telefonia, que atualmente só permite ligações locais. Porém, a presidente disse que é preciso que o telefone esteja disponível para ligações interurbanas.
Um drama frisado pela responsável pelo CMDM é a falta da locação de um imóvel para o abrigamento das mulheres vítimas de violência. Diante dessa demanda, inclusive, a secretária de Promoção e Assistência Social do Município, Márcia Rotili, sugeriu ao Conselho para que se cadastrassem residências solidárias.
A entidade, por sua vez, não obteve êxito em atender a proposta da gestora da Pasta. Com isso, a única saída foi dos conselheiros humildemente acolherem essas vítimas dentro de suas casas.
“O problema é que o agressor pode invadir uma dessas residências e isso pode colocar em risco a vida não só dos conselheiros, bem como de suas próprias famílias e as vítimas”, alertou Mara Oliveira.
A presidente revelou que há mais de seis meses que o poder público não toma nenhuma iniciativa quanto a esse caso. Dessa forma, Mara pediu apoio da Câmara Municipal, do governador Pedro Taques e do promotor de Justiça, Augusto Fuzaro, que se comprometeu em dar respaldo através da abertura de um inquérito no Ministério Público.
ATIVIDADES CONTINUAM
Mesmo com os problemas que o Conselho da Mulher tem enfrentado, Mara Oliveira destacou que a entidade continua funcionando em período integral e conta com uma equipe multidisciplinar formada por quatro psicólogas e duas assistentes sociais.
Além disso, o fato do prédio do CMDM ser bem centralizado tem facilitado o atendimento às mulheres vítimas de violência que recebem orientações quanto a Lei 11.340/06, a Lei “Maria da Penha”. A presidente ainda salientou que no próprio Conselho é possível fazer o registro de Boletim de Ocorrência (BO) através da sala da Polícia Civil.
“A pessoa também consegue, no próprio Conselho, até mesmo emitir a guia do IML (Instituto Médico Legal) para fazer exame de corpo delito e a solicitação de medidas protetivas”, reiterou.
O CMDM também tem recebido apoio da Secretaria Municipal de Saúde no âmbito da saúde mental. Sobre isso, a conselheira Luciene Soares de Lima explicou que as mulheres vítimas de violência passam por uma triagem psicológica e, depois disso, são encaminhadas para a Policlínica Central e para o Centro de Reabilitação Nilmo Júnior, onde recebem acompanhamento psiquiátrico que conta com a disponibilidade de quatro profissionais para realizarem esse trabalho.
O Conselho ainda fez parceria com a Associação dos Pacientes Oncológicos de Rondonópolis (Apor), que oferece todo mês duas vagas para o exame de mamografia. “Se a mulher receber o diagnóstico de algum tipo de câncer ela é encaminhada para ser submetida ao devido tratamento”, disse Luciene.
Assim como essa cooperação da Apor, da mesma forma, o CMDM tem encaminhado muita gente para entidades como o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Centro de Referência Especializada em Assistência Social (CREAS), Centro Psicossocial Álcool e Drogas (CapsAD) e Centro Psicossocial Infantojuvenil (Capsi).

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