INTERDIÇÃO
Condôminos aguardam decisão do Tribunal de Justiça

Edifício Mikerinos continua interditado – Foto: Arquivo

Os condôminos do Edifício Mikerinos, interditado na manhã de anteontem (14) por decisão judicial e evacuado pelo Corpo de Bombeiros com base na Lei de Segurança Contra Incêndio e Pânico de Mato Grosso, ainda estão aguardando o Tribunal de Justiça de Mato Grosso analisar um agravo de instrumento impetrado no dia da interdição para tentar reverter a medida judicial que levou os bombeiros a fechar o imóvel comercial. A informação é do síndico do prédio, o contador Júlio César de Arruda Vieira.
Segundo apurado pela reportagem, a interdição do primeiro edifício comercial construído em Rondonópolis está gerando prejuízos inestimáveis às dezenas de empresas instaladas no condomínio.
Desde o fechamento, empresários e funcionários estão impedidos de entrarem no prédio para buscar qualquer pertence. Muitos empresários foram barrados pelos homens do Corpo de Bombeiros no primeiro dia de interdição na tentativa de retirarem das salas comerciais, computadores, documentos e outros objetos, necessários para agilizar serviços que ficaram pendentes.
A Rádio Clube de Rondonópolis entra hoje no terceiro dia fora do ar. Anteontem, os profissionais da emissora tentaram reativar o sinal a partir do transmissor instalado no Jardim Morumbi. A princípio conseguiram, mas o sinal voltou a cair.
O Mikerinos, localizado na Avenida Cuiabá, tem mais de 30 anos, sendo o primeiro prédio comercial de Rondonópolis que começou a funcionar em 1988. Segundo o síndico atual, na gestão anterior à sua, no ano de 2015, foram apontadas irregularidades que não foram sanadas.
“Desde que assumi, em 2015, tínhamos mais de 25 exigências a serem cumpridas referentes às normas de segurança. Quase todas foram sanadas, exceto três delas que são a adequação das escadas, chuveiros automáticos e saída de emergência ampla. Não entendemos a decisão da Justiça logo agora na reta final para o cumprimento de todas as normas”, externou Júlio Vieira.


DANOS MORAIS

Rádio Clube deve entrar com ação na Justiça

Roberto Nunes
Da Reportagem

Os diretores da Rádio Clube de Rondonópolis estão cogitando entrar com uma ação na Justiça contra o Governo de Mato Grosso e o Comando Geral do Corpo de Bombeiros devido a interdição do Edifício Mikerinos. A empresa de comunicação alega prejuízos financeiros devido aos dias que está sem funcionamento.
“Fora do ar, a emissora está tendo um prejuízo de aproximadamente R$ 5 mil por dia”, calcula. “A decisão da Justiça veio em uma péssima hora e de forma desnecessária, prejudicando o bem comum dos condôminos do edifício”, acrescenta o radialista Jota Moraes, que comanda o “Rondonópolis Verdade”, carro chefe da grade de programação da emissora, voltado para o jornalismo e o entretenimento.
“A rádio está parada há dois dias. Quando deram esta decisão não pensaram nos prejuízos inestimáveis que poderiam causar às empresas instaladas no Mikerinos. Além do mais, ocorreu isso na época de fim ano, onde os empresários precisam honrar seus compromissos, principalmente os trabalhistas que aumentam com o pagamento do 13º salário”, externou.

2 comentários

  1. Como frequentador assíduo das dependências do Edifício Mikerinos, tenho que concordar com a indignação dos condôminos! Deixando de lado a minha discordância com a interdição do edifício, já que TODAS as orientações do Corpo de Bombeiros vem sendo executadas, segundo me informaram e até mesmo de acordo com as obras que observei em uma de minhas visitas ao edifício, o principal motivo de revolta a FALTA DE BOM SENSO.
    A interdição do prédio deveria ser realizada obedecendo o mínimo de bom senso! As inúmeras empresas, profissionais liberais, funcionários, clientes e a sociedade como um todo, não podem ser impedidas de seguirem suas vidas porque um local será interditado. É a vida das pessoas que está interditada? É o funcionamento das empresas? Pra que é isso?
    Qual é o problema em permitir alguns dias para que os condôminos retirem seus computadores, documentos e pertences para seguirem suas vidas de forma provisória até que o caso se resolva no âmbito jurídico? O prédio vai cair amanhã?
    A ARBITRARIEDADE com ausência absoluta de BOM SENSO e de RESPEITO: É ESSA A PRINCIPAL CAUSA DA REVOLTA.
    Não tenho dúvidas de que o problema será resolvido e o Edifício Mikerinos será reaberto e as empresas voltarão a ocupar seus espaços… …mas para que agir dessa forma?
    É pra provar algo? É dessa forma que se resolvem as coisas?
    Obviamente nem todas as solicitações estão concluídas, pois algumas delas além de serem bastante onerosas, devem ter um planejamento técnico primoroso para não interferir nas instalações preexistentes e principalmente para não comprometerem os aspectos estruturais da edificação, mas o edifício, como já foi mencionado na reportagem, é o mais antigo da cidade sem jamais ter sofrido qualquer sinistro grave até hoje.
    Lembro-me que recentemente houve um início de incêndio em um dos aparelhos de ar-condicionado do prédio, mas me recordo de ouvir que até mesmo o corpo de bombeiros dizer que os danos foram mínimos e que não havia motivo para pânico!
    De forma totalmente ambígua, não vi qualquer movimentação dos Bombeiros antes do sinistro que destruiu o ATACADÃO, que segundo li, sequer tinha licença ou a mesma estava vencida; também não vejo qualquer movimento do Ministério Público pra fazer com que as calçadas da cidade ofereçam o mínimo de possibilidade de trânsito por parte de pessoas com necessidades especiais! Da mesma forma, não vejo qualquer mobilização com relação à essas obras absolutamente mal planejadas e que, apesar de necessárias, são realizadas com uma prioridade incomum: A DE CAUSAR O MÁXIMO DE TRANSTORNO À POPULAÇÃO… …quanto mais poeira, lama, congestionamento e confusão, melhor!
    Pra concluir, seria infinitamente menor traumático e contribuiria de forma absolutamente mais positiva à imagem do Corpo de Bombeiros e do Ministério Público, se as coisas fossem feitas com BOM SENSO. O que está sendo interditado é o prédio, NÃO A AS EMPRESAS, FUNCIONÁRIOS E CLIENTES.

  2. EU NÃO SUO DO CEARÁ, MAS SEI QUE LÁ NO CEARÁ, ELES DIRIAM: TÁ CA PEGA! KKKKKKKKK

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