Cena que se repete

A cada temporada de chuvas, trafegar em muitas ruas sem asfalto de Rondonópolis é uma tarefa quase impossível. Isso em face às condições precárias ou de calamidade de muitas delas, com lama, poças de água e até erosões gigantescas.
Os moradores, em muitos casos, não sabem o que fazer, já que procuraram lideranças comunitárias, vereadores, a imprensa e nunca vêem a situação mudar. Aliás, em alguns bairros, estão cansados das promessas que nunca se cumprem de prefeitos para dar solução ao problema.
Somente para exemplificar, vamos lembrar aqui novamente nesse espaço da situação do Residencial Sagrada Família e do Jardim das Paineiras, com erosões que tomam, a cada chuva, proporções preocupantes. São dois bairros antigos, mas que até hoje não tiveram o problema de drenagem sanado.
Infelizmente, esses bairros surgiram em uma época quando Rondonópolis cresceu muito e sem o devido planejamento. Naquela época, as imobiliárias lançavam os loteamentos, mas não precisavam dotá-los de infraestrutura necessária, como rede de esgoto, drenagem e asfalto.
Em consequência desse crescimento desordenado, até hoje o poder público pena para correr atrás do prejuízo. No caso do Residencial Sagrada Família, o problema como drenagem é tão complicado, envolvendo uma quantia tão alta, que a administração não tem condição de, sozinha, arcar com essa responsabilidade.
Para piorar, o Sagrada Família ainda é pouco habitado, desmotivando uma prioridade do poder público. Agora ficar falando apenas que não tem condição não leva a lugar nenhum; é preciso correr atrás de parcerias junto a nossos parlamentares federais para contemplar o Sagrada Família dentro de algum programa ou financiamento federal.
Caso não haja soma de esforços com o Governo do Estado e Governo Federal, dificilmente vamos conseguir sanar a frequente falta de estrutura que fica patente nesta época do ano nesses bairros. E outra: já que não é possível atender todos os bairros de uma única vez, porque não eleger áreas prioritárias e atuar em cima delas por etapa?
O que não pode é não tentar fazer algo por esses bairros críticos da nossa cidade, para que erosões não venham a engolir casas, empresas e, como já ocorreu, ceifar vidas no nosso município.

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