Riqueza rondonopolitana!

Rondonópolis pode não ser mais a rainha da soja ou do algodão, títulos que ostentava no passado, mas ainda continua fazendo bonito economicamente. Atualmente, essa riqueza é fruto especialmente do setor de serviços, especialmente propiciado pela logística privilegiada com importantes rodovias federais e o maior terminal ferroviário do Brasil, além do setor agroindustrial.
No dia a dia, os rondonopolitanos muitas vezes nem notam, mas Rondonópolis é um município privilegiado, com um PIB (Produto Interno Bruto) que chegou a R$ 8,358 bilhões em 2015, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ostentando o posto da segunda economia do Estado de Mato Grosso e a sétima posição na região Centro Oeste do Brasil. O Jornal A TRIBUNA noticiou ontem o crescimento do PIB local, apontando que a cidade está bem próxima de entrar no seleto grupo das 100 maiores economias do País, estando bem próxima da paulista Araraquara, que é a 103º colocada.
A notícia é motivo de orgulho para todos nós, mas é preciso que o maior número de rondonopolitanos possa tirar proveito dessa riqueza local. Para começar, isso pode ser possível com um controle maior da gestão pública municipal, cobrando e fiscalizando para que os impostos gerados na cidade sejam melhor empregados.
Não podemos ignorar que, mesmo em meio a crise nacional, o Município vem tendo arrecadação própria expressiva. O nosso prefeito não pode reclamar da situação do caixa da Prefeitura. Agora, por exemplo, o A TRIBUNA noticiou também que o Município deve receber mais de R$ 9 milhões do Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações (FEX) neste fim de ano, sendo um recurso que não estava previsto.
Essa riqueza também pode ser aproveitada por mais rondonopolitanos com o esforço de cada um, através de investimento pessoal em educação, qualificação e visão empreendedora. É preciso estar preparado para assumir as oportunidades que surgem na cidade, além disso ter visão estratégica para enxergar os nichos de mercado que ainda precisam ser explorados, com demanda a ser atendida.
Não basta ser mais um, é preciso saber o que Rondonópolis precisa e anseia. Assim, a realização de pesquisa de mercado pode ser uma ferramenta muito interessante. Mesmo com a riqueza local, não adianta abrir, por exemplo, uma loja de confecção sem o devido estudo e conhecimento da realidade local.
Está provado o potencial de Rondonópolis, agora é preciso saber tirar o melhor proveito dele para também colher bons resultados dessa riqueza… Ademais, resta desejar os parabéns para cada um que ajudou e ajuda a construir essa pujante economia!

2 COMENTÁRIOS

  1. Eu não vejo motivos para tanta comemoração, alegria ou ostentação. Vejo um cidade mal administrada, com ruas e mais ruas esburacadas, com milhares de terrenos baldios com tudo quanto é tipo de insetos peçonhentos ou não, caramujo africano, entre outros. Uma cidade com enorme potencial turístico, exportador de grãos, carnes, algodão; com dezenas de empresas multinacionais, que oferecem centenas de empregos, diretos e indiretos; onde residem inúmeros políticos da esfera federal, estadual e lógico municipal; onde os alunos e professores lutam para manter um curso de medicina, não tem um aeroporto decente, com um horto-florestal abandonado, sem a mínima estrutura para os que frequentam ou os que visitam; foi construída recentemente uma avenida que dizem ser os olhos da população de Rondonópolis, não existe ciclovia adequada e pista de pedestres adequada (foi feita uma improvisação, onde seria o estacionamento de carros e motocicletas, pra os ciclistas e pedestres, com o risco de acidentes, sendo que meses atrás, um indivíduo com um carro invadiu o local onde estava fechado para pedestres, ciclistas, crianças, adultos, etc) um estacionamento improvisado próximo a ponte do rio vermelho, onde deságua esgotos a céu aberto e ninguém faz nada. A vida noturna é repleta de travestis, noiados, prostitutas, etc… entre outros males. E ainda esse jornaleco coloca essa notícia, isso é hipocrisia, demagogia, não vejo isso; Onde está essa riqueza? Uma cidade administrada dessa forma é rica? Em quê?

    • O Jornal A TRIBUNA esclarece que os dados inerentes ao Produto Interno Bruto (PIB) são dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não sendo opinião/pretensão pessoal deste veículo de comunicação. Da mesma forma que questionamos com frequência os problemas sociais e administrativos do município, também é nosso papel levar ao conhecimento da população as estatísticas produzidas pelos órgãos oficiais do nosso País… Pode não ser a forma mais “aceitável” de se medir as riquezas de cada localidade, mas é a que temos.

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