Extração de areia é alvo de investigação do MPF

Inquérito civil apura a extração de recursos minerais sem a devida autorização, permissão, concessão, ou licença, no Rio Vermelho – Foto: Arquivo

A extração de areia do leito do Rio Vermelho, em Rondonópolis, é alvo de investigação do Ministério Público Federal em Mato Grosso – MPF-MT. Por meio da unidade no município, o MPF instaurou inquérito para apurar possíveis práticas de improbidade administrativa por servidores do Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM.
O inquérito civil apura a extração de recursos minerais sem a devida autorização, permissão, concessão, ou licença, no Rio Vermelho. De acordo com relatos, pessoas diversas estão instaladas executando suas atividades em área, na qual, o titular autorizado para lavra ou pesquisa pelo DNPM é terceira pessoa.
Outro relato obtido pelo MPF é que o município teria contratado a empresa Ambiflora Assessoria, Engenharia e Geologia, Georreferenciamento e Planejamento – para fazer o zoneamento do setor areeiro da cidade. E a informação é de que essa empresa controla o sistema de extração de areia no rio.
Ainda deve ser apurado o fato de que o dono da empresa contratada para fazer o zoneamento seria detentor de 60% dos direitos minerários. Outra questão que o MPF quer averiguar é a de que o direito de dragar areia em Rondonópolis só é obtido por quem faz a geologia com o escritório Ambiflora, devido a influência do proprietário junto aos servidores do DNPM.
O MPF solicitou informações sobre a quantidade de registro de licenciamento de dragagem em Rondonópolis, a partir de 2015. Mas, de acordo com o órgão, o DNPM informou apenas a quantidade total, sem detalhar o número de projetos realizados pela Ambiflora. O que levou o Ministério Público Federal a formular novo questionamento para saber quantos foram registrados com base em estudos, pareceres e projetos da empresa Ambiflora. (Com assessoria do MPF)

1 COMENTÁRIO

  1. Será que após isso os caminhões carregados com areia deixarão de trafegar pelo Bairro Colina Verde e Mato Grosso, mesmo com proibição da SETRAT, pois continuam a emporcalhar as ruas dos bairros, além de estragar o asfalto devido ao peso e o intenso barulho provocado ao passar.

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