Papo Político

1 – SENHORES E SENHORAS,
como temos acompanhado ao longo dos últimos meses, o governador Pedro Taques (PSDB), não está indo nada bem quanto a aceitação popular, que, mesmo com a desculpa da crise, a população não consegue entender como o governo do Estado pode deixar tanto a desejar ao ponto de colocar vidas em risco, no caso da saúde. Não somente, pelo fechamento da UTI pediátrica na Santa Casa, mas por ser categórico em afirmar que o Estado não tem obrigação de destinar recursos para o atendimento à saúde em várias instituições filantrópicas, como a própria Santa Casa em Rondonópolis, sendo um dos mais importantes hospitais da região sudeste. Como de praxe em qualquer governo, a prioridade é a Saúde, mas a situação vem sendo tratada com desdenho. Mas, os frutos de tudo isso com certeza virá nas urnas nas eleições de 2018.
E POR FALAR
em eleições, o colunista foi informado com total presteza das informações, que Taques não está conseguindo viabilizar a sua candidatura à releição pelo PSDB. Como saída, o governador estaria tentando tomar o controle do PPS, inclusive com conversações a partir da executiva nacional do partido. Em Rondonópolis, tal alternativa não está sendo bem vista pelos filiados ao PPS, principalmente para o ex-prefeito Percival Muniz, o qual foi aliado de Taques nas eleições para o Senado e para governador, o ajudando a ingressar na política. Porém, mais tarde, segundo o próprio Percival, Taques virou as costas para os projetos do grupo e decidiu andar sozinho, excluído do projeto político.
ESTE
desgaste político do governador só tem contribuído para alavancar a possível candidatura do deputado federal Adilton Sachetti, atualmente sem partido, ao governo do Estado nas próximas eleições. Assunto já citado aqui na Coluna por diversas vezes. E a novidade em uma futura chapa de Sachetti para concorrer ao governo, é que ultimamente o nome do prefeito Zé Carlos do Pátio (SD), está sendo especulado para entrar na disputa para deputado federal. Anteriormente comentavam-se até a viabilidade de Pátio disputar uma vaga no Senado, no entanto, no grupo de Sachetti os propensos candidatos a senador são o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB) e o atual ministro da Agricultura e senador licenciado Blairo Maggi (PP). Mas até lá, muitas águas vão rolar.

Valdir Correia: “Está cumprido o seu papel dentro do partido Solidariedade e poderá ser candidato a deputado estadual em 2018…”

2 – APESAR DOS COMENTÁRIOS
de bastidores apontarem que o PSC está esfacelado e totalmente à deriva, muitos que ainda estão na legenda continuam otimistas em disputar as eleições de 2018. O projeto do partido nanico, é eleger três deputados estaduais. Em Rondonópolis o mais otimista é o vereador Elton Mazette, que jura que se um candidato da região tiver 16 mil votos estará eleito. Um degaste que o PSC está sofrendo, conforme falamos no domingo passado, são as críticas partidárias em Cuiabá de que o deputado federal Victório Galli (PSC) está tentando abafar o escândalo das “candidaturas laranjas” dentro do partido na Capital. Mulheres que foram pressionadas a emprestar seus nomes como candidatas a vereadora por Cuiabá nas eleições municipais de 2016, reclamam da postura de Galli, presidente da sigla no Estado, pois estariam sendo pressionadas a retirar a denúncia no MPE de que foram usadas como candidatas “laranjas”.

3 – AINDA FALANDO
em disputa eleitoral, quem está se fortalecendo a cada dia para consolidar uma pré-candidatura a deputado estadual, é o vice-presidente regional do Partido Solidariedade, Valdir Correia. Sem entrar no mérito se teria chances ou não, Correia está cumprindo o seu papel dentro do SD. Conforme foi noticiado pelo A TRIBUNA, o Solidariedade em Rondonópolis e nas demais cidades de Mato Grosso, está mantendo seu número de filiados na crescente. A informação foi do vice-presidente Valdir Correia, que revelou a meta de fechar este ano como 3 mil filiações. Apesar destes trabalhos, nos últimos meses Correia foi vidraça de vários vereadores e militantes do próprio partido, no entanto, a Coluna avalia que as críticas ao dirigente é mera ciumeira em busca de uma das vagas do partido para concorrer como candidato a deputado estadual no ano que vem, que segundo Valdir, o partido terá 30 candidatos na disputa. Na inauguração da sede do Diretório do Partido Solidariedade, o vereador Vilmar Pimentel se valeu da humildade e colocou seu nome à disposição para conseguir a vaga de pré-candidato a deputado estadual.

4- UMA GRANDE EXPECTATIVA
nos meios políticos locais está voltado para a próxima terça-feira (14), quando será ouvida a segunda testemunha de defesa no processo que o Ministério Público Eleitoral (MPE) abriu, em dezembro do ano passado, para apurar uma suposta fraude na coligação “Juntos Faremos a Cidade que Queremos” (PRTB/Rede) que elegeu, nas eleições do ano passado, os vereadores Roni Cardoso e Bilu da Areia e que resultou em uma Ação de Impugnação de Mandato Eletivo, que está tramitando na Justiça Eleitoral. O processo está na 10ª Zona, que tem como titular a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges. A primeira testemunha de defesa no processo foi ouvida no dia 15 de setembro. Agora será ouvido o presidente do Solidariedade (SD), Valdir Correia. Ainda não se sabe se sairá uma decisão do processo para este ano pois, após esta segunda audiência, a juíza poderá requerer novas provas.
Uma situação semelhante ocorreu em Cuiabá, onde o juiz Gonçalo Antunes de Barros Neto, da 55ª Zona Eleitoral da Capital cassou, no dia 13 de julho, o diploma do vereador cuiabano Elizeu Francisco do Nascimento (PSDC), declarando nulos os votos destinados a ele.
Além dele, a sentença condenou todos os que foram candidatos, José Cezar Nascimento, Rogério da Silva Oliveira, Luzmarina Bispo dos Santos e Rosana Aparecida Oliveira da Silva, anulando todos os votos recebidos pelo partido. E ainda eles foram declarados inelegíveis pelo prazo de 8 anos.
A expectativa é se essa situação ocorrerá em Rondonópolis, e se acontecer os dois vereadores do PRTB, Roni e Biliu, perderiam suas vagas para os suplentes de vereadores Hussein Daud e Dico, isto segundo alguns entendidos que refizeram os cálculos para os novos coeficientes eleitorais que resultariam com as perdas dos votos da coligação, caso seja realmente condenada.

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