Estratégias para incentivar o gosto pela leitura na alfabetização

A leitura é uma prática social fundamental na vida das pessoas, pois auxilia compreender melhor o mundo, já que envolve atitudes, gestos e habilidades necessárias ao leitor, tanto no ato propriamente dito, como no que antecede a leitura e no decorrer dela.
Atitudes como gostar de ler e interessar-se pela leitura e pelos livros são construídas por alguns sujeitos, no contexto familiar, bem como, em outros espaços de convivência em que a escrita está presente. Apesar disso, para algumas pessoas, ter acesso a uma biblioteca, uma casa repleta de livros ou meios tecnológicos, indispensáveis para a prática de leitura é algo impensável devido principalmente à questão socioeconômica.
Nesse sentido, a escola passa a ser o único espaço em que o gosto pela leitura pode ser incentivado. Por isso, esta instituição tem papel fundamental na formação de sujeitos leitores, ao proporcionar ações que contribuam para motivar os alunos a realizarem a leitura como um ato prazeroso e necessário a vida.
Incentivar a leitura na escola é muito importante, pois prepara o aluno para enfrentar os desafios sociais, já que amplia os seus horizontes culturais, agindo de modo crítico, pois ao ensinarmos o ato de ler também ensinamos os conteúdos tratados nos textos que são lidos (LEAL, 2015). Assim, o aluno desenvolve habilidades de leitura, consolida sentidos e valores que possui acerca de fatos do mundo e da vida. Nesse sentido, se queremos que nossos alunos se tornem leitores, e que a leitura seja uma prática social em suas vidas é imprescindível que ela se torne ações diárias no cotidiano escolar.
Na vida de muitas crianças, a leitura e o acesso a livros se dão através de outro leitor ou de outros leitores, que compartilham uma história já lida e apreciada ou simplesmente no ato de ler para a criança. Na escola o (a) professor (a) é que desempenha esta função, apresentando-lhes diferentes suportes e gêneros de texto, ajudando-os a escolher entre vários títulos, e incentivando a prática de leitura.
Há diversos caminhos para fazer isso, e dentre esses caminhos, escolhi em desenvolver um projeto de leitura denominado de “Maleta Viajante”, com os alunos da segunda fase do primeiro ciclo da E.M.R. 14 de Agosto, com objetivo de estimular a leitura de forma que seja algo prazeroso e não obrigatório, aguçando a imaginação e ampliando o vocabulário das crianças, bem como, a interação da família nas práticas de leitura.
Para a concretização deste trabalho, são escolhidos com o auxilio dos alunos, quatro livros de literatura infantil que são colocados dentro da maleta, sendo que destes, o aluno escolhe apenas um para desenvolver as atividades solicitadas em uma ficha que acompanha a maleta. Junto com eles são colocados outros materiais como, uma caixa de lápis de cor, um apontador, uma borracha, uma ficha com informações acerca do projeto e uma folha onde os alunos podem expressar o que leu através do desenho.
Essa maleta é sorteada em sala de aula e o aluno sorteado leva-a para casa, ficando com ela durante três dias consecutivos. Ao retornar a escola, a criança faz a socialização do livro lido e expõe o desenho para toda a turma. Essa ação estimulou a curiosidade e o interesse dos alunos em ler o livro que foi socializado, como também os demais livros de literatura infantil que a escola possui.
Diante da empolgação e satisfação das crianças é possível afirmar a relevância em se criar espaços e incentivar hábitos prazerosos de leitura, onde as crianças possam aprender a ler tornando-se leitores fluentes. Entendemos como Freire (2008) de que é praticando a leitura que se aprende ser um bom leitor.

(*) Lucineide Santana Barbosa é professora pedagoga e bióloga lotada da E.M.R. 14 de Agosto

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