Abordando a diferença na educação

O mundo está cheio de diferenças, e isso é algo que nos faz crescer de forma interna, já que podemos comprovar que na vida cada um é como é e é algo que se deve compreender e respeitar. Mas, nesta sociedade de valores superficiais, às vezes o fato de ter diferenças em si mesmo pode ser um motivo de baixa autoestima nas crianças, algo que desde casa se deve solucionar.
É na educação infantil que construímos grande parte dos valores que levamos para a vida.  O convívio, o exemplo, as situações do cotidiano trazem aprendizagens significativos que formam a personalidade da criança.  É fundamental compreendermos o sentimento de nossas crianças, explorando suas qualidades e trabalhando as necessidades, superando-as no dia a dia da sala de aula.
Trabalhar valores como o respeito, a amizade, a honestidade, o amor ao próximo, é fortalecer seu desenvolvimento afetivo e cognitivo. As diferenças em si mesmo não têm que ser algo e é justamente a diferença que torna a vida mais interessante. Mas, como ensinar isso às crianças? Vamos abordar situações que todos já devem ter vivenciado com suas crianças: Primeiro partimos do princípio de ensinar a criança com exemplo e amor. Seja um exemplo de amar aos outros, ainda que existam diferenças. Por exemplo, se o seu filho é muito alto diga-lhe que ele pode alcançar lugares onde outras pessoas não irão conseguir.  Se existirem diferenças, olhe sempre o lado positivo, ajude aos outros ainda que sejam diferentes, isso vai despertar o senso de respeito. E como a literatura infantil é um mundo riquíssimo para a criança aprender a lidar com as diferenças, podemos através dela retratar para a criança que ser diferente é tão interessante, como na história infantil do menino amarelo que navegava pelos mares e se encontrava com amigos de todas as cores e sabia que no mundo existia meninos diferentes, mas ao mesmo tempo iguais pois todos podiam se integrar e se divertir juntos.
Perceber o outro no cotidiano e assim aproveitar as situações simples para começar a noção de coletividade. Não basta dizer para a criança esperar a vez para falar, ela precisa entender que, em casa ou na escola, se todo mundo falar junto ninguém vai se ouvir, e com isso não haverá entendimento do que ser quer e do que se precisa naquele momento. Viver em grupo é uma das tarefas mais complexas do ser humano, por isso que esse olhar de quem está educando não pode cessar nunca e educar pela diferença é um dos grandes desafios seja para os professores, seja para os pais.

(*) Nora Ney Sabino de Oliveira e Renata Rodrigues de Arruda são professoras da rede infantil

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