Papo Político

Mauro Mendes: “Turma da botina vem se organizando para montar uma chapa para concorrer o governo com seu nome na cabeça de chapa, tendo o senador Blairo Maggi à reeleição…”

1 – SENHORES E SENHORAS,
desde o mês de abril deste ano, quem acompanha o noticiário jornalístico já pode perceber que mesmo implicitamente a largada em direção às eleições do ano que vem, quando iremos escolher o novo presidente da República, governadores dos estados, senadores e deputados federais e estaduais, já foi dada. Um exemplo disto, foram as inserções do Partido da República (PR), em horário nobre da televisão, onde apareceu o senador Wellington Fagundes (PR) declarando que o governo de Mato Grosso teria recursos suficientes para atender as demandas da população. Para o bom entendedor, as palavras do senador soou como uma indireta, chamando o governador do Estado Pedro Taques (PSDB) de incompetente por não atender as várias demandas estaduais, a exemplo da saúde pública que vive em situação de penúria e que em Rondonópolis resultou no fechamento da UTI Pediátrica da Santa Casa, por falta de compromisso do Estado. A principio, tal posicionamento do senador se deve ao que já comentamos aqui ao longo destes últimos sete meses em colunas anteriores. Fagundes teria sérias pretensões de concorrer a governador no ano que vem, onde seu maior rival político seria Taques, que claro, deverá disputar a reeleição.
NO COMEÇO
deste ano, percebemos que Fagundes estava bem afoito em apontar as falhas de Pedro Taques à frente do Governo de Mato Grosso, porém em seguida ficou mais recluso, após vir a tona na imprensa, até nacional, o conteúdo das delações premiadas do ex-governador Silval Barbosa e o ex-deputado José Riva, além de outras figuras. Agora ao que parece, Fagundes está mais seguro, pois seu nome não foi jogado na mídia com envolvimento em propinas, pelo menos até agora. Prova desta segurança são as últimas investidas que o senador republicano vem realizado ultimamente para consolidar em torno de si um grupo político de candidatos fortes para o Congresso Nacional, mas, caros leitores, não declara abertamente que é para alavancar o seu nome numa possível candidatura a governador nas eleições de 2018 e deixa transparecer que trabalha outro nome. Ainda não sabemos o porque desta mudança de foco, pois Fagundes parece agora decidir a construir em seu partido uma candidatura ao governo tendo como o nome favorito um dos dissidentes do PSB, o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes. Vejamos a seguir as articulações que estão se desenhado para as próximas eleições.

2 – PODE PARECER
que o nome do atual governador esteja desgastado politicamente, no entanto, não é desta forma que a classe política vem analisando. Prova disto é que o chamado grupo da soja, turma da botina, enfim, vem se organizando para montar uma chapa para concorrer o governo. Na avaliação deste grupo, para tomar o poder de Taques a alternativa mais ideal seria a formação de uma chapa encabeçada por Mauro Mendes e não mais pelo deputado federal Adilton Sachetti, sem partido, como candidato a governador e Blairo Maggi (PP) para reeleição ao senado. Na leitura do grupo, Maggi consegue puxar votos em todo o Estado, tanto para si como para ajudar na eleição de Mendes, que já teria facilidade para puxar votos da baixada cuiabana, região com maior número de eleitores do Estado. Sabendo do potencial de Mendes nesta chapa, chegou ao conhecimento deste Colunista de que Wellington manteve diálogo com Mauro, que hoje é dissidente do PSB, para que assine ficha no Partido da República. Fagundes estaria colocando como duvidoso o interesse do grupo da soja em realmente lançar Mendes como governador e garantindo no PR a chance para o ex-prefeito de Cuiabá emplacar sua candidatura ao governo. O interesse do senador republicano seria garantir uma chapa única onde o PR teria espaço elegendo o próximo governador e garantindo apoio do grupo para a sua reeleição ao senado em 2022.
Ao que tudo indica, não será negócio para Mendes assinar ficha no PR, com ideia de que isso irá garantir a sua candidatura, pois será um erro como ocorreu na eleições de 2010, quando o grupo da soja trabalhou para eleger Silval Barbosa, mas o interesse naquela época era mesmo eleger Mendes, o qual não acreditou no projeto rompendo com o grupo e perdendo a eleição para o Silval.
AGORA
o raciocínio geral dos entendedores de política é que o PR está a cada dia ficando isolado das conjeturas políticas, igualmente o Partido dos Trabalhadores e o PMDB. Neste contexto, ao que tudo indica, é que este grupo lançará um terceiro candidato ao governo do Estado. A hipótese é que o candidato seria o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado, Antônio Joaquim, que mesmo com tantas acusações de atos de corrupção, ainda sonha em se tornar governador. Mas ai seria um tiro no próprio pé. Ou alguém acredita no sucesso de uma candidatura do conselheiro afastado sob acusações de corrupção no Tribunal de Contas?

3 – O DEPUTADO
estadual Gilmar Fabris que foi preso acusado de obstrução da Justiça, no dia 15 de setembro e depois quarenta dias colocado em liberdade, poderá retornar à prisão. Ocorre que a Procuradoria-Geral da Assembleia Legislativa de Mato Grosso tem um prazo de cinco dias para se manifestar nos autos da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 5825) que contesta a soltura do deputado Gilmar Fabris (PSD) por meio de alvará de soltura expedido pelo próprio legislativo. A determinação é do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que quer explicações sobre como se deu a soltura do parlamentar. A decisão do ministro atende a uma ação proposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros -AMB que questiona a revogação da prisão preventiva e da medida cautelar da suspensão do mandato do deputado que foi preso na Operação Malebolge. Na ação a AMB avalia que a interpretação jurídica utilizada pelos deputados ao dar imunidade a Fabris não tem justificativa, uma vez que a Constituição Federal prevê o benefício apenas para deputados federais e senadores, não reconhecendo esse direito que, por extensão, também é previsto na Constituição Estadual.

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