Precisamos muito mais!

Há cerca de três anos os segurados da Previdência Social sofrem com a falta de médicos peritos em Rondonópolis. Em consequência disso, os rondonopolitanos, quando necessário, passaram a ter que esperar vários meses para realização da perícia médica. Enquanto isso, ficam sem ter como receber o benefício pecuniário.
A agência da Previdência Social de Rondonópolis chegou a ter sete médicos peritos, mas o número foi reduzindo, principalmente em função de aposentadorias, até não restar nenhum profissional residente na cidade, a partir de janeiro deste ano, sem que houvesse qualquer tipo de reposição.
O mais impressionante nesse caso é o fato de uma cidade como Rondonópolis, apontada como a segunda maior economia de Mato Grosso e que possui três senadores como representantes, chegar nessa situação em sua agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) – e por tanto!
Quantas famílias não passaram necessidades até de alimentos por não terem feito a perícia que dá acesso ao benefício a que tem direito em casos de afastamento profissional? E não estamos falando de um problema que durou alguns meses, mas vários anos sem que houvesse providências – aliás, somente piorando cada vez mais.
Agora o Jornal A TRIBUNA noticiou ontem que o INSS autorizou a remoção de uma médica perita de Campo Grande (MS) para a agência da Previdência Social de Rondonópolis, a qual já chegou na cidade. Por um lado, não ficaremos mais sem nenhum médico perito, porém ainda não é hora de comemorar.
Falamos isso porque, apesar de amenizar a situação, a vinda dessa profissional não será suficiente para atender a grande demanda reprimida e habitual de Rondonópolis. Sem falar que municípios da nossa região também sofrem com a falta desse tipo de profissional, aumentando a necessidade de recursos humanos.
São diante de problemas como esse que questionamos: do que vale nossa influência e força política? Cabe aos nossos deputados federais e senadores lutarem pela adequação do número de médicos peritos em Rondonópolis, bem como para construção de uma moderna e ampla agência na cidade. Nem o menor município merece uma agência acanhada e ultrapassada como a que temos.
Em vez de barganharem benefícios como o que limita a fiscalização contra o trabalho escravo, assim como ocorreu agora, nossos representantes políticos deveriam estar preocupados em atender as demandas do povo sempre que há oportunidade de negociação junto ao governo. Lamentável tudo o que vemos!

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