Economizar água e pagar menos lixo

Com o começo da cobrança da taxa do lixo em Rondonópolis, para subsidiar a coleta, transporte e destinação correta dos resíduos sólidos, os questionamentos em relação à medida se multiplicaram na cidade, especialmente entre aqueles dos segmentos comercial e industrial classificados como grandes geradores de resíduos, onde os valores cobrados pelo serviço estão sendo considerados abusivos.
O peso financeiro da taxa do lixo para empresas com grandes instalações físicas é considerável, considerando que os valores são calculados de acordo com a área construída. Nessa realidade, tem empresas recebendo conta com taxa inerente aos resíduos sólidos nas casas dos R$ 500,00, R$ 1.000,00, R$ 2.000,00 ou mais de R$ 3.000,00.
Não se questiona aqui a condição financeira dessas empresas maiores, mas as vá24rias injustiças que são cometidas com o atual modelo. Por mais que tenham metragens similares, empresas de alguns segmentos produzem muito mais lixo do que de outros segmentos. Contudo, pagam valores até menores.
Muitas ideias e propostas para tornar a cobrança da taxa de lixo mais justa estão surgindo agora. Isso é importante no sentido de contribuir com o aprimoramento da cobrança. Diga-se de passagem: não se almeja aqui acabar com a taxa, mas propor a revisão do modelo de cobrança. E nosso prefeito deveria estar sensível a esta realidade.
Uma ideia a se discutir apresentada aqui pelo A TRIBUNA – a sugerir ao poder público – é a cobrança de tarifa mínima para casas e comércios menores, mas também aplicar a cobrança da taxa do lixo de forma proporcional ao valor do consumo de água para empresas e casas com grande geração de resíduos. Isso evitaria não só descontentamento diante de valores absurdos para a taxa do lixo, mas principalmente forçaria as pessoas a racionarem o consumo de água, hoje uma preocupação mundial e que precisa entrar na agenda de todas as cidades. Com isso estaria também se resolvendo o crônico problema de falta de água, por deficiência de abastecimento em toda a cidade. Bastando apenas uma campanha de educação para a população, mostrando que ao economizar água também estaria diminuindo o valor da taxa de esgoto, que já é embutida na conta do Sanear, e da nova tarifa do lixo.
A cobrança da taxa do lixo proporcional ao consumo de água, para empresas e casas maiores, dessa forma, não visaria o aumento da arrecadação, mas teria uma preocupação ambiental como pano de fundo, bem como evitaria desigualdades gritantes entre usuários. Está aqui uma boa proposta a ser discutida e implantada…

1 comentário

  1. Grande idéia, desde que, o Sanear abra mão da taxa mínima de 10m3.

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