RISCO DE COLAPSO
Locação de caçambas pode chegar a até R$ 900 em Rondonópolis

Reunião de empresários do setor de locação de caçambas ontem com os vereadores - Foto: Roberto Nunes/A TRIBUNA

Reunião de empresários do setor de locação de caçambas ontem com os vereadores – Foto: Roberto Nunes/A TRIBUNA

Com a inauguração do novo aterro sanitário, que fica localizado na MT-270, entre os quilômetros 25 e 27 da via que dá acesso ao distrito de Fátima de São Lourenço, o rondonopolitano terá que arcar com os custos para o depósito do lixo recolhido pelas locadoras de caçambas da cidade. Isso porque o plano  municipal de gestão de resíduos sólidos e a legislação ambiental preveem que a população e as empresas da construção civil é que são responsáveis pelo descarte de seus resíduos.
Antes da ativação do novo aterro sanitário, o cliente pagava apenas pelo aluguel da caçamba que custava entre R$ 120 a R$ 140. Desde o dia 1º de setembro, com a inauguração do novo aterro, o cliente terá que pagar pelo aluguel da caçamba somado ao valor cobrado pelo aterro sanitário, elevando o custo dos serviços para uma faixa entre R$ 400 até R$ 900 por caçamba.
Além do cliente ter que pagar mais caro, os empresários do ramo de locação de caçambas estão passando sérios apuros na cidade. Na tarde  de ontem, um grupo ligado ao setor procurou os vereadores para debater a situação.
Os empresários relataram que, após a desativação do lixão da Mata Grande, no dia 1º, numa reunião com o promotor de Meio Ambiente, Marcelo Vacchiano, com o diretor técnico do Sanear, Hermes Ávila, e com o secretário municipal de Meio Ambiente, João Copetti, foram informados que a partir do dia 4 deste mês não poderiam mais descarregar lixo orgânico de restaurantes, supermercados, lava-jatos, oficinas. Apenas seria permitido o despejo de entulhos até o dia 30 deste mês, porém os empresários alegam que precisam de mais tempo até encontrarem outra área para depositar os restos de construção.
Os empresários também estão questionando os valores cobrados pela empresa que administra o aterro, que são superiores aos que são cobrados em outras cidades e que vai pesar no bolso dos seus clientes, como donos de supermercados e restaurantes.
“Tem caçamba que vai custar muito caro para depositar o entulho lá [novo aterro], cerca de 180 a tonelada [valor repassado ao consumidor pelo lixão], e isso que ainda tem o pedágio e o combustível para pagar em cima do valor da locação da caçamba. Tem empresa já fechando em Rondonópolis. Há duas semanas o ramo de serviços está parado na cidade devido ao valor cobrado pela empresa que administra o aterro sanitário”, disse um dos empresários.
Outra reivindicação ao poder público é por  uma área para despejo dos entulhos de construção, já que este tipo de material não é recebido pelo novo aterro sanitário. Os vereadores se comprometeram em ser parceiros dos empresários e vão agendar para segunda-feira (18), uma reunião com o prefeito Zé Carlos do Pátio e com o Ministério Público para tentar intermediar um local para o transbordo e discutir a tarifa cobrada para depositar o lixo no aterro sanitário.

3 comentários

  1. Que tal reaproveitar os restos da construção civil, instalando um moedor (usinagem) desse material. Ficaria bem mais barato inclusive na concretagem. Mas o novo aterro sanitário não é público e por que então preços abusivos por quem o administra?

  2. Eu penso assim.. Essa pessoal teve muito tempo.. faz mais de 5 anos que está sendo discutido isso.. agora eles esperam tudo acontecer para procurar SEUS DIREITOS… que na verdade nem DIREITO eles tem! Acabou a teta! Quem ganhou dinheiro.. ganhou.. agora não ganha mais!

    Eles podiam ter se unidos e construído um aterro para entulhos de construção.. mas não.. ninguém tem UNIÃO na hora de tirar a mão do bolso para fazer as coisas direito.. assim como diversas outras classes de Rondonópolis.. uma tremenda falta de UNIÃO!

  3. Querido Junior, caso você não leu a reportagem direito, os que serão mais prejudicados nisso somos nós, a população. De acordo com a Lei 12.305/2010 em seu artigo 27 quem é responsavel pelo resíduo (lixo) são as pessoas que o geram e não as empresas que fazem a coleta, ou seja, se for fazer uma reforma na sua casa você quem teria que ter um local para destinar o seu entulho e não a empresa que faz a coleta.

    Pelo que li na reportagem as empresas estão em busca de um local para despejo de entulho de construção justamente porque o aterro sanitário não recebe esse tipo de material, e com esse local facilitará a vida da população.

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