ECONOMIA
Exportação e processamento recorde de soja em 2018

Cenário favorável é previsto mesmo com redução na produção de soja na próxima temporada no Brasil - Foto: Arquivo

Cenário favorável é previsto mesmo com redução na produção de soja na próxima temporada no Brasil – Foto: Arquivo

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) estima que, mesmo com a previsão de uma safra menor em 2018, a exportação e o processamento de soja no País devem ser maiores no próximo ano. A exportação deve aumentar de 64 milhões para 65 milhões de toneladas. O Brasil é o maior exportador de soja do mundo, enquanto o produto tem sido o principal da pauta exportadora do país.
A Abiove estimou ainda que a safra de soja do Brasil em 2018, cujo plantio deve começar nas próximas semanas, deverá atingir 108,5 milhões de toneladas, um recuo de 4,7 por cento na comparação com 2017, quando o País colheu um recorde de 113,8 milhões de toneladas.
Diante da safra maior em 2017, há a perspectiva de geração de estoques finais históricos neste ano de quase 10 milhões de toneladas, que compensarão uma redução na produção e ainda serão suficientes para permitir um aumento no processamento doméstico para níveis recordes, segundo a Abiove.
Na mesma linha, a associação estimou um processamento de soja de 43 milhões de toneladas em 2018, 1,5 milhão acima do projetado para 2017. O aumento do processamento se vale principalmente em uma expectativa de que haverá a antecipação de uma mistura maior de biodiesel no diesel para março de 2018. Com uma maior produção de óleo para biodiesel, por consequência, a Abiove estima que haverá maior fabricação de farelo de soja, matéria-prima da indústria de ração animal.
Os preços mais baixos do milho explicam o aumento da área em 2% esperado para a próxima safra de soja do Brasil, cujo plantio crescerá principalmente em regiões dedicadas ao cereal na última safra. Apesar dos preços da soja não estarem tão bons, a oleaginosa está melhor do que outras culturas, com exceção do algodão.
Mesmo assim, a safra cairá apesar do aumento de área porque o setor espera um clima menos favorável na colheita que se inicia a partir do início de 2018, o que deve se reverter em produtividades médias menores ante os elevados patamares de 2017.

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