Um governo perverso com prelazia do antissocial

Reuber Teles - 24-09-15Entre as tantas demandas e questões sociais que afetam o Brasil e sua população, uma das que mais atrapalham o desenvolvimento do país é a má distribuição de renda. A população sofre muito com esse processo haja vista que 80% da renda nacional se encontra nas mãos de uma burguesia, de uma classe poderosa que de certa forma veleja a embarcação para os lugares que melhor lhe aprouver. E sendo assim, a classe trabalhadora, que também se encontra nesta mesma embarcação, se mostra totalmente perdida e sem rumo, ante ao poder desse capitalismo selvagem, desses usurpadores da renda e do bem público.
Sabemos que o Brasil apresenta um dos maiores PIBs (Produto Interno Bruto) do planeta, e nada seria mais sensato do que este PIB trilionário viesse a ser regularmente distribuído a seu povo, assim como acontece nas nações desenvolvidas. Porém, o que se observa na práxis, é um jogo pelo poder, uma falta de vontade dos entes públicos, haja vista que os projetos, reformas e emendas governamentais vêm na contra mão desse processo popular, onde uma carga tributária absurda corrompe com as esperanças do povo somado ainda a imensurável cadeia de corrupção que assola a política partidária brasileira, com escândalos atrás de escândalos, golpistas loucos pelo poder, ditando as regras ao seu bel prazer, mormente contra a vontade da massa votante.
Dentro desta perspectiva, se observa no Brasil um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) aumentando a cada ano, gerando assim uma discrepância enorme, haja vista que o PIB percápita (nível de renda) é um dos três elementos medidores do IDH. Como pode o IDH aumentar se o brasileiro está sem renda, se esta continua a se concentrar nas mãos dos poderosos, lê-se políticos, mentores do agronegócio e produtores industriais.
Soa no mínimo estranho estas questões. Entretanto, os dois outros aspectos que auxiliam na medição do IDH são a saúde (expectativa de vida ao nascer) e o nível de escolaridade, que diz respeito ao tempo de vida que uma criança passa na escola. É lógico que se torna piada falar de saúde e educação no Brasil, os dois maiores orçamentos e dois grandessíssimos problemas.
Enfim, o Brasil demorará muito para chegar ao tão propalado desenvolvimento, porém, sofrerá mais ainda o seu povo, que vive dentro de uma injusta cadeia de interesses, onde a força política se atrela a força capitalista, preconizando leis e emendas que só interessam a eles, deixando o povo cada dia mais cheio de problemas e impostos a serem pagos, sofrendo ainda com o desmazelo político, pois as inúmeras mazelas e demandas sociais não são levadas a sério pelo poder.
Como pode o governo liberar bilhões de reais para emendas parlamentares, para que deputados e senadores votem de acordo com seus interesses? Por outro lado, de forma radical, o governo corta na carne da população realizando reformas (Previdência, trabalhista, terceirização) dizendo que são necessárias senão o Brasil quebra? É um governo fajuto que de forma falsa e mentirosa desenvolve a prelazia do antissocial.
A situação é muito mais séria do que pensamos, e a solução perpassa a questão do voto, pois neste jogo de interesses tem muito mais gente envolvida do que imaginamos, principalmente no que tange a luta pelo poder em detrimento do povo mais pobre, trabalhador e lógico, das questões sociais.
A verdade é que estamos enrolados e mal pagos ante a vontade desregulada de um governo perverso e radical, além de golpista, onde a melhor saída para amenizar tais problemas, é a realização de movimentos e ações,  de maneira que deixemos bem claro para a sociedade quais são os indivíduos, militantes da política, pessoas facilmente compradas,  que são e não são passiveis de votos no ano que vem, 2018.

(*) Reuber Teles Medeiros,  mestre em Geografia pela UFMT e servidor público em Rondonópolis

2 comentários

  1. Realmente, a concentração de renda é cada vez maior, além da corrupção e roubalheira, de modo que até as migalhas ultimamente estão sendo negadas à nossa gente, mas enquanto tivermos futebol, novelas e carnaval o povo continua sendo enganado. Povo sem cultura é passível de cabresto constantemente, com maior intensidade.

  2. Escreveu bonito mas, no fim, o mimimi : “FOI GORPI”

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