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Servidor apresenta modelo de Votação Meacatrônica

Foto: Site TRE-MT

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Com o objetivo de colaborar com o avanço do Processo Eleitoral Brasileiro, o servidor Ronaldo Moisés Nadaf apresentou o projeto “Votação Mecatrônica”, o qual foi mostrado ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, desembargador Márcio Vidal, que sugeriu a realização de um evento com especialistas, inclusive do TSE e de outros Tribunais Eleitorais, para que a proposta seja melhor discutida.
No projeto apresentado por Ronaldo Nadaf, o eleitor é identificado biometricamente de forma mais ampla, utilizando-se todos os dedos da mão e também por meio do reconhecimento facial. Além disso, após o voto eletrônico, a urna emite um registro material do voto em papel (ou plástico) com elementos de segurança, que será objeto de conferência/auditoria unicamente por parte do eleitor.
Na cédula haverá a informação textual e, também, em braille com o nome e número dos candidatos escolhidos pelo eleitor, possibilitando, assim, que os deficientes visuais também tenham condições de auditar o voto.
Após a verificação, o eleitor deverá inserir a cédula em outro equipamento acoplado a urna, denominado Mesa Receptora Independente, o qual possui duas entradas: “Confirma” – que receberá o voto impresso e conferido pelo eleitor – e “Anula”, onde o voto será triturado pela máquina e lançado em uma gaveta de armazenagem de resíduos de papel, denominada “urna ecológica”. Após o cancelamento do registro físico, a urna será liberada para que o cidadão vote novamente. Esse procedimento é necessário para que o voto rejeitado não venha a dificultar o processo de auditoria da eleição.
Todas as cédulas inseridas na entrada “Confirma” são enviadas para um segundo equipamento, denominado Robô Escrutinador, que efetua uma segunda auditoria da votação e evita o contato humano com os registros materiais dos votos coletados e verificados pelo eleitor.
Ronaldo Nadaf ressalta que a proposta é evolucionária, pois busca aproveitar tudo o que já foi feito em termos de urna eletrônica. “Não temos pretensão de descartar o que já existe, mas sim evoluir do sistema eletrônico para o mecatrônico de votação”. A ideia é fazer com que o voto impresso brasileiro seja utilizado por outros países, pois a proposta leva em consideração as normas internacionais. “Só assim podemos avançar na construção de um sistema de votação universal”.
De acordo com servidor, o projeto permite que o eleitor, sem conhecimentos técnicos em Tecnologia da Informação, seja um auditor do processo, pois, somente ele terá contato com a cédula de votação. “Não haveria mais espaço para que as pessoas questionem a credibilidade da urna eletrônica”, comenta Ronaldo Nadaf.
Um dos idealizadores e criadores do protótipo da primeira urna eletrônica, Luiz Roberto da Fonseca – que trabalhou na Justiça Eleitoral de Mato Grosso por 14 anos – também participou da reunião de apresentação do projeto.
“Vejo esse projeto com bastante entusiasmo porque é a materialização do voto que fará com que o cidadão eleitor confie mais no processo de votação. A urna eletrônica é segura, o que acontece é que ela tem que ser igual a mulher de Cézar, não importa somente que ela seja honesta, mas também que pareça ser honesta. Ai que vem a crítica, porque a falta de comprovação física do voto é o atual calcanhar de Aquiles do processo hoje em curso. Sem ele (voto impresso), sempre haverá questionamentos. Costumo dizer que o candidato/político não perde a eleição, pois sempre se justifica dizendo: me roubaram, sumiram com seus votos. É como se justifica perante o eleitorado dele. Muitos se aproveitam dessa falta de comprovação física do voto para criticar o processo”.

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