CARNAVAL POPULAR:
Pedido de abertura de CEI continua sem avanço

Vereador Fábio Cardozo, autor do pedido de investigação do carnaval: “a Câmara tem a função de apurar” - Foto: Arquivo

Vereador Fábio Cardozo, autor do pedido de investigação do carnaval: “a Câmara tem a função de apurar” – Foto: Arquivo

As articulações políticas para barrar uma investigação na Câmara Municipal sobre o  carnaval popular 2017, o “Rondonfolia”, vêm dando resultado até o momento. Assim, o  pedido de abertura de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) na Câmara, para apurar as denúncias envolvendo a administração municipal na realização do evento, continua sem avanço. Das sete assinaturas necessárias para abertura da Comissão Especial, apenas quatro foram garantidas até agora, sem nova adesão desde a efetivação do pedido pelo vereador Fábio Cardozo, há mais de 10 dias.
O vereador Fábio Cardozo explicou ontem ao Jornal A TRIBUNA que fez o pedido de abertura da CEI atendendo ao relatório sobre o caso elaborado pela Procuradoria da Câmara Municipal, que também sugeriu que fossem oficiados o Ministério Público do Estado (MPE) e o Ministério Público de Contas do Estado, com o envio de cópia de tudo que foi aferido pela Casa até então, para tomada das providências necessárias, sob pena de prevaricação. “Eu, particularmente, sou a favor da CEI. A Câmara tem a função de apurar, e a sociedade hoje está carente de informações”, justificou.
Apesar de não ter conseguido novas assinaturas nos últimos dias, Fábio Cardozo externou que não descarta ainda a abertura de uma CEI para apurar as denúncias de irregularidades no carnaval 2017. Nesse sentido, destacou que o pedido de abertura da CEI a respeito do evento pela Câmara Municipal não tem prazo de prescrição, podendo ser aberta a qualquer tempo. “Acredito que tudo pode ocorrer; a política é dinâmica!”, assegurou Cardozo, explicando que alguns vereadores ainda podem vir a assinar o pedido de abertura da investigação posteriormente.
Conforme Fábio Cardozo, alguns dos vereadores preferiram aguardar a tomada de providências por parte do MPE e do próprio prefeito da cidade, os quais receberam documentos produzidos pela Câmara Municipal sobre o carnaval, apontando irregularidades e problemas no evento. Vale informar que nos dias 12 e 13 de junho deste ano, os vereadores ouviram pessoas que prestaram serviço no carnaval popular de Rondonópolis, os quais entregaram diversos documentos à Casa. “Eu procurei fazer minha parte”, reforça Cardozo.
Entre as irregularidades denunciadas, existe o apontamento da contratação de prestadores de serviços antes mesmo da realização da licitação oficial, contrariando a Lei nº 8.666/93, a chamada Lei das Licitações. Há provas de que, antes mesmo das duas licitações realizadas para o evento, os vencedores já estavam executando os serviços para a Prefeitura.

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