RECLAMAÇÃO
Bandas que tocaram no carnaval popular cobram recebimento

Pessoa que fez a denúncia ao Jornal A TRIBUNA informou que as bandas baianas foram pagas, mas as bandas locais não receberam ainda

Bandas locais ajudaram a animar o carnaval popular e agora existe a reclamação que ainda não receberam pelas apresentações

Bandas locais ajudaram a animar o carnaval popular e agora existe a reclamação que ainda não receberam pelas apresentações

A realização do carnaval popular (chamado de Rondonfolia) neste ano de 2017 continua gerando dor de cabeça à Prefeitura de Rondonópolis. Após a frustração na participação popular, com público reduzido, agora bandas locais que tocaram no evento reclamam o não recebimento dos valores combinados. O Jornal A TRIBUNA recebeu uma denúncia dando conta da situação e cobrando o pagamento pelos organizadores.
O carnaval popular foi realizado em Rondonópolis desta vez no final de fevereiro, no estacionamento do Estádio Municipal Luthero Lopes. Os anúncios oficiais do carnaval davam conta que a Prefeitura de Rondonópolis era a realizadora do evento. Houve a participação de duas bandas baianas, a Via Brazil e a Timbaleiros, além de várias bandas locais.
A pessoa que fez a denúncia ao Jornal A TRIBUNA informou que as bandas baianas foram pagas, mas as bandas locais não receberam ainda, apesar de transcorridos mais de dois meses. Ela atesta que vem procurando, desde então, os organizadores, mas não recebe uma posição acerca do pagamento. “Mexo com carnaval há muitos anos e sempre recebi em dia”, afirmou.
O denunciante pediu para que seu nome não fosse publicado. Ele informou que, ao todo, os organizadores contrataram 10 bandas locais, mas, segundo apurado pela reportagem, uma delas não chegou a se apresentar já que não houve o pagamento antecipado, conforme consta em contrato. Segundo o informado pelo reclamante, o valor combinado era de R$ 3 mil por noite, tendo ele a receber R$ 6 mil.
O músico conta que procurou inicialmente o contratante, no caso Gileno Gomes de Almeida, e, diante do insucesso, passou a procurar pessoas que estiveram envolvidas na organização, como Pedro Augusto, Hermélio Silva, Ubaldo Barros e Humberto Campos, os quais também não resolveram a situação. “Nós queremos receber pelo serviço realizado!”, atestou.
OUTRO LADO
Ouvido pelo Jornal A TRIBUNA, o procurador-geral do Município, Anderson Godoi, informou ontem que a Prefeitura não tem nenhuma obrigação com as bandas contratadas para o carnaval popular deste ano. Ele explicou que essa responsabilidade ficou com a empresa que ganhou a concessão do evento. “Houve uma concessão de uso do espaço [do carnaval]. O edital previa que a empresa vencedora teria obrigações e também benefícios com a exploração do espaço”, disse.
Na verdade, a Prefeitura fez uma licitação visando a “cessão onerosa” do espaço do estacionamento do estádio municipal, para que uma empresa assumisse todo o gerenciamento do carnaval. Essa licitação foi ganha por Gileno Gomes de Almeida ME, que pagou a quantia de R$ 5,7 mil. A empresa, em troca, podia explorar comercialmente praça de alimentação, patrocínios e camarotes.
Mesmo com essa concessão, conforme já noticiado pelo A TRIBUNA, o carnaval popular deste ano teve um custo aos cofres públicos da ordem de R$ 303 mil, assim como informado pela própria Prefeitura. Parte das despesas do evento foi bancada pelo Município. A empresa que ganhou a licitação também contou com patrocínio da Cervejaria Petrópolis, cujo valor não foi informado.
A reportagem tentou falar sobre o débito com Ubaldo Barros, vice-prefeito da cidade e que esteve envolvido na organização do carnaval, mas não conseguiu contato.

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