LISTA DE FACHIN
STF abre sindicância para apurar suposto vazamento de decisões

Cármen Lúcia decidiu criar uma sindicância para apurar o suposto vazamento de decisões do ministro Luiz Edson Fachin referentes à Operação Lava Jato

Cármen Lúcia decidiu criar uma sindicância para apurar o suposto vazamento de decisões do ministro Luiz Edson Fachin referentes à Operação Lava Jato

Brasília

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, decidiu ontem (19) criar uma sindicância para apurar o suposto vazamento de decisões do ministro Luiz Edson Fachin referentes à Operação Lava Jato. Com base nas delações de 77 ex-executivos da Odebrecht, o ministro autorizou a abertura de 76 inquéritos para investigar políticos citados nos depoimentos.
Tanto a decisão do ministro quanto o conteúdo das delações foram tornados públicos após um jornal paulista divulgar o conteúdo sigiloso dos despachos de Fachin. Segundo a assessoria do STF, o objetivo da sindicância não é apurar como o jornal teve acesso às decisões, mas, sim, verificar se houve falha no sistema da Corte de modo a permitir acesso a documentos ainda sob sigilo.
Ao justificar a medida, Cármen Lúcia considerou “a necessidade de esclarecer a revelação ou a facilidade de revelação de dados processuais a que teriam, por lei, de permanecer sob sigilo”.
A sindicância será realizada por três servidores do STF, ligados à presidência da Corte, à segurança e à área de tecnologia, que terão 30 dias para concluir o trabalho.
ANDAMENTO DA LAVA JATO
Também nesta quarta, por meio da assessoria, Cármen Lúcia divulgou declaração sobre o andamento da Operação Lava Jato no STF sob sua presidência. “O Supremo Tribunal Federal julgará os processos da Lava Jato que são de sua competência independentemente de qualquer percalço ou tentativa de atraso honrando a responsabilidade jurídica e a importância histórica que a guarda da Constituição lhe confere”, disse a ministra.
REFORÇO DA EQUIPE
Na última segunda (17), Cármen Lúcia e Edson Fachin decidiram criar um “grupo de assessoria especializada” para reforçar a equipe de funcionários que analisa as investigações do caso.
O objetivo é dar prioridade e celeridade às dezenas de inquéritos e ações penais ligadas ao escândalo da Petrobras e agora avolumadas com as novas investigações abertas a partir da delação da Odebrecht.

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