PRESERVAÇÃO DA ESPÉCIE
Projeto Araras Urbanas será implantado em Rondonópolis

A doutora e executora do Projeto Arara Azul, Neiva Guedes, uma das mais importantes especialistas do mundo no assunto, proferiu palestra ontem em Rondonópolis

João Fernando Copeti Boher, secretário de Meio Ambiente; Neiva Guedes, doutora em zoologia e presidente do Instituto Arara Azul; Eliza Minse e Luciana Ferreira, também do Instituto, e Fábio Angeoletto, professor da UFMT de Rondonópolis - Foto: Deivid Rodrigues

João Fernando Copeti Boher, secretário de Meio Ambiente; Neiva Guedes, doutora em zoologia e presidente do Instituto Arara Azul; Eliza Minse e Luciana Ferreira, também do Instituto, e Fábio Angeoletto, professor da UFMT de Rondonópolis – Foto: Deivid Rodrigues

Uma palestra realizada ontem (11), em Rondonópolis, intitulada “A Importância das Araras para a Conservação da Biodiversidade”, marcou o início do Projeto Araras Urbanas na cidade. Proferida pela doutora e executora do Projeto Arara Azul, Neiva Guedes, uma das mais importantes especialistas do mundo no assunto, o evento foi o ponto chave do projeto que pretende fazer um diagnóstico sobre as araras no ecossistema do Município.
Para isso, uma parceria foi firmada entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), o Instituto Arara Azul, o Mestrado em Geografia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) de Rondonópolis, por meio do professor Fabio Angeoletto, e com os doutores José Ignácio Aguirre e Beatriz Martinez Miranzo, ambos da Universidade Complutense de Madrid, Espanha. Futuramente, outros parceiros devem fazer parte do projeto.
Conforme explicou a doutora Neiva, os estudos referentes ao movimento urbano das araras começou após, nos últimos cinco anos, ser percebido que as araras estavam chegando em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e ocupando ambientes urbanos.
Com isso, o Instituto passou a estudar o comportamento, como elas estavam se adaptando e se reproduzindo, por exemplo. “Campo Grande é uma cidade muito arborizada, e de certa forma as araras contribuem para a conservação da biodiversidade. A presença delas é um instrumento para a preservação de outras espécies, e também proporcionam um bom ambiente para os homens. Podemos aliar as araras à conservação”, disse.
Eliza Mense, que também faz parte do Instituto Arara Azul, completou: “A presença das araras também traz um ganho para a cidade na questão do empreendedorismo, elas podem desenvolver opções culturais e até fomentar o turismo”, lembrou.
Com o sucesso do projeto em Campo Grande, o professor Fábio Angeoletto e o secretário de Meio Ambiente João Fernando Copeti Boher, que também é aluno do mestrado, resolveram trazer a ideia para Rondonópolis, firmando a parceria com o Instituto. “Apesar do Brasil ter uma mega biodiversidade e uma taxa de urbanização muito veloz, 90% dos discursos sobre biologia urbana são de outros países. Precisamos criar ambientes urbanos que deem mais suporte para as espécies. É preciso que políticas ambientais urbanas para a proteção da diversidade biológica sejam mais presentes”, lembrou o professor Fabio.
O projeto Araras Urbanas Rondonópolis já teve início com a presença das integrantes do Instituo Arara Azul na cidade, e um diagnóstico da situação local começou a ser realizado.

2 comentários

  1. Rondonópolis, pelo fato de ser bastante quente o ano inteiro, não consigo entender por que é tão mal arborizada. Quanto ao projeto Arara Azul é bem vindo, mas a cidade deve se conscientizar, como um todo, e oferecer as devidas condições para que o projeto tenha êxito.

  2. Olá Orlando,

    É exatamente isso que pretendemos. Utilizar as araras para envolvimento da comunidade na conservação da biodiversidade, a qual inclui o próprio homem. Pela amostra que tivemos, teremos uma boa participação da população. As araras já chegaram, agora é conhecer para conservar.

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