Papo Político

Ze do patio

1 – SENHORES E SENHORAS,
depois de um breve recesso de férias, voltamos hoje com a nossa Coluna. Agradecemos as várias manifestações de leitores que sentiram a ausência do “Papo Político” por esse período. E começamos hoje ressaltando que, mesmo sem apresentar ainda sinal de fumaça, as articulações e discussões políticas em Rondonópolis visando as eleições do ano que vem, quando serão escolhidos o novo presidente da República, senadores, governadores de estados, deputados federais e estaduais, já começaram nos bastidores. De antemão sem provocar suspense, as conversações em reuniões bastantes sigilosas são de que existe a possibilidade do prefeito José Carlos do Pátio (SD) encabeçar uma candidatura a governador de Mato Grosso, e pasmem, acreditando ou não, com apoio irrestrito do hoje Ministro de Agricultura Blairo Maggi (PP). Mas Pátio teria deixado escapar aos seus correligionários que a vontade é disputar uma vaga para o Senado ou na Câmara Federal, o que é mais provável.

PELO
que foi apurado pelo colunista, tal cogitação de Pátio ao governo do Estado com apoio de Maggi, faz parte do projeto político onde o senador poderá se candidatar à Presidência da República e precisaria de um puxador de votos em Mato Grosso junto à classe humilde da população, já que na empresarial, no agronegócio, enfim, na “elite”, o apoio seria irrestrito. Sabe-se também que Maggi teria jogado a toalha para Pátio depois de seu grupo político e apoiadores serem derrubados duas pelo Zé aqui em Rondonópolis, o qual agora é considerado o “cara” da política matogrossense, tendo o reconhecimento merecido na arte de ganhar campanhas. Porém, administrativamente ainda precisa de muita lapidação, para que tudo não desça morro a bairro.

ALÉM
do apoio de Maggi, outros ventos sopram a favor de voos mais altos de Zé do Pátio, como o exemplo do crescimento do Partido Solidariedade em Mato Grosso liderado por ele e sua equipe de kamicazes políticos. E ainda, existe uma grande rixa onde grande parte do grupo da soja envolvido na política quer retirar do poder o grupo do atual governador do Estado Pedro Taques (PSDB) e podar qualquer projeto político, a nível estadual ou federal, do ex-prefeito Percival Muniz (PPS), que já teria sido a grande vítima desse grupo nas eleições passadas, não conseguindo a reeleição, quando enfrentou o seu vice Rogério Salles e o Zé do Pátio, que acabou saindo vencedor das urnas. Na avaliação do grupo de Blairo Maggi, o nome mais indicado para esta interceptação política seria justamente Zé do Pátio, que com pouco esforço, bastando apenas um “empurrãozinho” de $, também lograria êxito em qualquer projeto maior nas esferas estadual e federal contra Percival Muniz.

NO ENTANTO,
na opinião do colunista, Pátio está vivendo um momento político histórico na sua vida, porém continua pecando em coisas pequenas em sua nova administração, que podem lhe tirar a chance de crescer mais politicamente. Há quase três meses de gestão, a massa da população ainda não conseguiu enxergar o que Pátio e seu secretariado estão trabalhando neste começo de mandato para o bem coletivo, pois as reclamações são constantes, desde o problema herdado de buracos pelas vias públicas, semáforos apagados, obras paralisadas, falta de novos investimentos, problemas estes até rotineiros no início de uma administração pública, que podem ocorrer paulatinamente, mas que vem mostrando um alto grau de permanência na cidade, causando a sensação de falta de atitude administrativa para fazer diferente do seu antecessor, que acabou sendo reprovado pelo eleitorado, por isso mesmo não logrou a reeleição. Pela informação que chegou à Coluna nesta semana, no entanto, a ficha caiu e Zé do Pátio já chamou todo o seu secretariado para cobrar produtividade em suas pastas e promete ações pelos quatro cantos da cidade antes de findar o primeiro trimestre da sua gestão.

2 – QUEM CAIU
numa furada nesta semana foi o vereador Elton Mazette (PSC), ao ceder o comando do partido em Rondonópolis e nos demais municípios da região sudeste de Mato Grosso para o deputado estadual Sebastião Machado Rezende, que tomou posse do cargo de presidente local da sigla no último dia 16. Como já comentamos em edições passadas da Coluna, ainda nas eleições de 2016 o deputado Rezende assinou ficha no PSC e já queria sentar na janela tomando o controle do partido, que foi inteiramente reestruturado pelo vereador Mazette. Ele já queria pegar a coisa pronta ainda no ano passado, porém Mazette bateu o pé e não entregou o partido para o deputado recém filiado. Agora neste ano, o vereador cedeu a pressão e entregou a presidência para o deputado, acreditando ter feito um bom negócio visando as eleições do ano que vem, quando já se declara abertamente que sairá candidato a deputado estadual. Na avaliação do vereador, fora do comando do partido ele terá mais tempo e fugirá do desgaste partidário para concorrer ao pleito estadual, o que pode até ocorrer com sua candidatura sendo aprovada, mas se ele, Mazette, for avaliado como um dos puxadores de votos da legenda, o que a princípio beneficiaria mais a própria reeleição do deputado Sebastião Rezende, pois dificilmente o partido elegeria dois deputados com base na nossa região.

NA AVALIAÇÃO
de muitos entendidos em política, Rezende assumiu o comando do partido de forma estratégica e necessária para o seu projeto de reeleição. Deputado já de quarto mandato, ele já sofre certo desgaste político local, apesar de ter votos em todo o Estado, com base nos evangélicos da Igreja Assembleia de Deus. Depois de se ausentar politicamente de Rondonópolis desde o começo do atual mandato, inclusive ficando alheio à eleição municipal do ano passado, ele apareceu agora neste ano com a proposta da construção do “Ganha Tempo”. Agora a frente do PSC, que já pegou estruturado, Rezende pretende ganhar nova projeção política na cidade e demais municípios da região, e assim consolidar a sua campanha para se eleger pela quinta vez deputado estadual.

COMENTA-SE
que o deputado Sebastião Rezende também está de olho na tão sonhada vaga de conselheiro no Tribunal de Contas de Mato Grosso. Ele seria o terceiro candidato à vaga que um dia já foi de Humberto Bosaipo. Porém em visita ao A TRIBUNA nesta semana negou que tenha essa ambição, mas também não descartou totalmente a possibilidade. Além dele, os deputados Zé Domingos (PSD) e Guilherme Maluf (PSDB) também querem o tão cobiçado cargo com um salário de R$ 30 mil, em caráter vitalício com direito a carro oficial, assessores, prerrogativas de desembargador de Justiça e poder para fiscalizar as contas do Governo do Estado e dos 141 municípios de Mato Grosso

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