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Governo tenta amortizar impactos da operação ‘Carne Fraca’

Mercado da carne sofre abalo com operação policial

Mercado da carne sofre abalo com operação policial

O governo trabalha para amortizar os impactos da operação “Carne Fraca” no mercado interno e externo. A União Europeia e os Estados Unidos pediram informações. Ontem (18), técnicos e diretores do Ministério da Agricultura fizeram várias reuniões. O Brasil é o segundo maior produtor de carne bovina do mundo e o maior exportador. O setor vendeu para mais de 150 países no ano passado e agora se preocupa com os impactos negativos do esquema de venda de carne adulterada, revelado pela Polícia Federal.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne Bovina (Abiec) divulgou nota informando que nenhuma unidade de carne bovina dos 29 associados foi citada na denúncia e que segue as normas e padrões nacionais e internacionais de segurança para produção e venda tanto ao mercado interno quanto externo.
A Associação Brasileira de Proteína Animal também divulgou nota destacando que o Brasil é reconhecido internacionalmente pela qualidade dos produtos, que são auditados não só por órgãos brasileiros, mas também por técnicos dos países que importam nossa carne.
O DIA SEGUINTE À OPERAÇÃO – Técnicos do Ministério da Agricultura passaram a manhã de ontem em reuniões. A União Europeia pediu oficialmente informações ao governo brasileiro sobre a operação da Polícia Federal. Representantes de outros países também entraram em contato, querem saber a dimensão do problema e o que as autoridades brasileiras estão fazendo.
O presidente Michel Temer vai fazer duas reuniões hoje, no Palácio do Planalto, para discutir o assunto. Primeiro, com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, e depois com representantes das associações de produtores.
SISTEMA ‘ROBUSTO’ – O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse ontem em Cuiabá que os problemas apontados na operação da Polícia Federal foram pontuais e que a carne produzida no Brasil pode ser consumida sem riscos. “Nosso sistema de fiscalização ele é forte, ele é robusto e ele é sério. O que aconteceu foi desvio de alguns servidores de algumas empresas. Nós temos que discutir como é que isso aconteceu, mas eu posso garantir com toda tranquilidade que eu não deixarei de consumir, recomendo que você não deixe porque não há risco nenhum”, afirmou.
“Os três SIFs que foram diretamente denunciados já houve o pedido da interdição dessas três unidades, elas já não podem mais expedir. E nós estamos fazendo o acompanhamento de quando a operação policial aconteceu, se essa mercadoria ainda está nos frigoríficos ou se ela está em trânsito ou se está nos supermercados, mas penso eu que se essas mercadorias ou essa fiscalização aconteceu há mais de dez dias, penso eu, que muito provavelmente ela não estará mais nos supermercados, ela já foi consumida”, acrescentou.

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