Safra Cheia 2017
Apesar de renda maior, produtor rural faz ponderações

Produtor rural e presidente da Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), Gilberto Goellner: “Cresceu a produtividade, mas perdemos em preço”

Produtor rural e presidente da Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), Gilberto Goellner: “Cresceu a produtividade, mas perdemos em preço”

O produtor rural e presidente da Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), Gilberto Goellner, atesta que a projeção de safra cheia de grãos em 2017 representa uma renda maior aos agricultores desde que os preços não fiquem tão achatados. Com superoferta de produto, justifica que os preços tendem a cair. Além disso, até o fechamento da safrinha de milho, também muito importante para os resultados dos produtores, destaca que tem muito tempo pela frente. No geral, os produtores do Estado trabalham com a perspectiva de não ter prejuízos na operação dessa safra.
Gilberto Goellner reconhece que a safra 2016/2017 de soja foi muito boa, com produtividades maiores, apontando que o resultado não foi apenas reflexo do clima favorável, que ajudou no desenvolvimento das plantas, mas também da oferta de novas variedades de sementes, mais produtivas e resultantes de pesquisas constantes. Contudo, diz que não se pode esquecer que os produtores compraram os insumos com o dólar mais alto, em 2016, e estão vendendo com um dólar menor. Também informa que os preços da soja no mercado internacional caíram. Não é por menos que repassa que o produtor, praticamente, não está comercializando neste momento. “Cresceu a produtividade, mas perdemos em preço”, explica.
Conforme o presidente da Aprosmat, a real lucratividade dos produtores rurais vai depender também do desempenho da safrinha de milho no Estado, que ainda está em desenvolvimento nas lavouras. Ele ressalta que a renda no milho é determinante para saber se o produtor terá mais recursos para a próxima safra ou não. “É um equilíbrio das safras de soja e milho que determina a real lucratividade do produtor”, argumenta, expondo que o setor sementeiro também espera que os agricultores tenham mais recursos para adquirir as sementes da próxima safra.

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