Utilidade zero!

O que você faria com R$ 1 milhão? Uma casa nova? Vários carros novos? Ajudaria a família? Abriria um negócio? Conheceria aquele País que sempre sonhou? Pois é… Esse dinheiro mudaria a vida de qualquer pessoa. O que uma Prefeitura pode fazer com R$ 1 milhão? Construir quatro centros de saúde, uma escola, duas creches ou até mais. Agora, o que a cidade de Rondonópolis fez com mais de R$ 1 milhão?
Comprou um sistema de monitoramento eletrônico que nunca serviu para nada. Só gerou gastos e mais nada. O funcionamento das câmeras de segurança figura entre os maiores micos da administração pública na cidade. E olha que neste quesito, temos ótimas histórias: as obras dos Parques do Escondidinho e das Mangueiras, a canalização do Córrego do Canivete, a conclusão da Travessia Urbana… Dá para escrever um livro sobre o dinheiro mal gasto, os prejuízos ocorridos.
Desde que inauguradas em 2010, as câmeras funcionaram sem a qualidade devida por dois anos, e depois disso só problema. Falta de manutenção, falta de servidores para operá-las, falta de iniciativa de gestores em solucionar o problema. Quando as coisas pareciam que iam engrenar na gestão anterior, com tantas promessas, o pleno funcionamento foi empurrado com a “barriga”. Com os olhos voltados para a campanha eleitoral, as câmeras foram esquecidas por definitivo e hoje são apenas um amontoado de equipamentos pelas ruas da cidade.
É pena, vivemos em época de extrema violência. Será que se existisse um monitoramento eficiente da região central, por exemplo, os índices de roubos e furtos não diminuiriam? Primeiro porque a câmera pode inibir, segundo porque pode orientar o policiamento na rua, terceiro porque pode indicar para a polícia o sentido de fuga do bandido e quarto porque pode ajudar na identificação dos criminosos em eventual investigação. Já tivemos o caso de um homicídio registrado há poucos metros de uma câmera, que não estava em funcionamento. Sorte para o assassino, mais trabalho para a polícia em busca de identificá-lo.
O Governo do Estado se gabou nesta semana do funcionamento das câmeras do Ciosp de Várzea Grande e Cuiabá, com bons resultados obtidos no ano de 2016. Será que não é o momento de gerir esse sistema em Rondonópolis, já que o Município não deu conta? Seria uma alternativa para o problema. Mas do jeito com que o Estado têm tratado a coisa pública aqui na cidade, dá para duvidar se daria certo. Quem sabe então vender os equipamentos e utilizar os valores em alguma obra benéfica para o povo? O que não dá mais é a população ficar olhando para cima e vendo o dinheiro de seus impostos sem utilidade.

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