Papo Político

1 – SENHORES E SENHORAS,
a política rondonopolitana desde o mês de outubro de 2016 está vivendo acontecimentos históricos. O primeiro deles foi a segunda derrota de Percival Muniz (PPS) nas urnas, desta feita para o prefeito José Carlos do Pátio (SD) – fato que tinha ocorrido antes, pela primeira vez, em 1988, quando Muniz foi derrotado pelo ex-prefeito J. Barreto (PR), que inclusive esteve ao seu lado nesta campanha passada. Outro fato histórico, que não ocorria na cidade há mais de uma década, foi a reviravolta de última hora na eleição da mesa diretora da Câmara Municipal para o biênio 2017-2018, surpresa esta sempre alertada nesta Coluna de que poderia ocorrer e o nome do vereador Hélio Pichioni (PSD) não se sustentar como o presidente garantido até a hora da eleição, que ocorreu no último domingo (1º), em sessão solene realizada no Caiçara Tênis Clube, após a posse dos 21 vereadores eleitos. O vereador Hélio Pichioni tinha o nome confirmado como o futuro presidente do Legislativo até o dia anterior, por um grupo de 16 parlamentares.
Pichioni era apoiado pelos vereadores eleitos pelo Solidariedade: Vilmar Pimentel, Orestes Miráglia, Juary Miranda e João Batista Soares; do PRTB: Moacir José da Silva e Roni Cardoso; do PSDB: Jailton Dantas, Rodrigo da Zaeli e o Subtenente Guinancio; do PSL: João Mototáxi e Beto do Amendoim; do PMDB: Adonias Fernandes e Thiago Silva; do PCdoB, Sílvio Negri; e o professor Sidnei (PDT). Um pouco antes da posse, na manhã de domingo, uma Van com 11 vereadores encostou na porta do Caiçara Tênis Clube e desceram 6 dos 16 vereadores anunciados por Pichioni, mas que aderiram, em cima da hora, ao projeto que elegeu presidente Rodrigo da Zaeli (PSDB). Deixaram o grupo de Pichioni, além do próprio Zaeli, os vereadores Jailton Dantas (PSDB), o subtenente Guinancio (PSDB), Beto do Amendoim (PSL), João Mototáxi (PSL) e Sidnei Fernandes (PDT), que somaram votos com Roni Magnani (PP), Thiago Muniz (PPS), Fábio Cardozo (PPS), Elton Mazetti (PSC) e Cláudio da Farmácia (PMDB).
ESTE
grupo ficou conhecido como o grupo da Van. A sessão solene de posse foi marcada por polêmica, empurra-empurra, agressões e até denúncias. Manifestantes começaram a gritar “traíras” para o grupo de apoio a Zaeli. Na eleição da mesa da Câmara quem acabou saindo mais desgastado foi o vereador Beto do Amedoim, o qual teve o nome apresentado nas duas chapas concorrentes, quando foi vaiado e chamado de “traíra”. Como este Colunista apurou, o nome de Beto foi deixado na chapa de Pichioni propositalmente para que sob a pressão ele deixasse de apoiar a chapa de Zaeli. Nesta situação, muitos até falaram que se fosse o nome de João Mototáxi citado nas listas das duas chapas ele não aguentaria a pressão e daria o seu voto à chapa de Pichioni, o elegendo presidente, já que a diferença na soma dos votos que elegeu Zaeli presidente da Câmara Municipal foi de um voto, em um placar de 11 a 10.
Na verdade, nesse episódio o Beto do Amendoim acabou pagando o pato e sendo alvo da fúria dos correligionários e simpatizantes do prefeito José Carlos do Pátio, pois ele apenas foi um dos seis vereadores que mudou de voto na última hora.

2 – DENTRO
do próprio grupo de apoio do prefeito, os cometários são de que faltou mais articulação de Zé do Pátio para segurar a mesa diretora da Câmara Municipal com a maioria de apoio ao seu governo. No antigo grupo dos 16, a maioria que deixou a composição de apoio a Pichioni, foi porque o prefeito não havia sinalizado a abertura de espaços para as indicações dos vereadores. Pedido que Pátio teria resolvido ceder só na véspera do ano novo, quando o grupo de apoio a Pichioni começou a se desmantelar. De última hora, pelo que se comenta nos bastidores, Pátio teria até oferecido a indicação da Secretaria de Esporte para o vereador professor Sidnei (PDT), para que este voltasse para o grupo de apoio a Pichioni. Outro comentário forte que circula é que apesar do ex-prefeito Percival Muniz estar bem longe da cidade – curtindo as praias em Salvador (BA), para não participar da cerimônia de transmissão de cargo ao seu sucessor -, ele teria interferido para que o grupo de Zaeli saisse vitorioso, já que nele compõem os vereadores do seu PPS, o Thiago Muniz e Fábio Cardozo. Desta vitória quem também saiu no lucro foi o advogado Eduardo Weigert Duarte, que assume a Secretaria Legislativa de Administração da Câmara de Vereadores. Todos sabemos que Weigert foi braço direito de Percival Muniz durante toda a sua gestão, atuando em várias secretarias.

Milton Mutum, presidente do PSD na cidade: “foi uma reunião para preparar os nossos pré-candidatos e conversar sobre os projetos da nossa possível chapa majoritária”

Milton Mutum: “Como secretário escolhido por Pátio está causando ‘dores de cotovelo’ em filiados do PSB e do seu próprio PSD…”

3 – NA AVALIAÇÃO DA COLUNA,
a indicação do ex-vereador Milton Mutum (PSD), como secretário de Desenvolvimento Econômico na atual gestão do prefeito Zé do Pátio, e que está sendo vista com rejeição por militantes do Partido Social Democrático, é uma situação que soa como “Dores de cotovelo”. A principio foi ventilado que a indicação do militante do PSD seria do deputado federal Adilton Sachetti (PSB), uma situação fora de nexo, pois Sachetti é inteligente o bastante para não promover uma guerra interna dentro do seu partido PSB e também na outra sigla PSD. Pelo que o Colunista ouviu nos meios políticos a escolha de Mutum para a Secretaria de Desenvolvimento foi meramente feita pelo prefeito Zé do Pátio, que está com projeto de um governo de coalizão, somando forças com lideranças com perfil técnico e também político, além de ser a sigla comandada no Estado pelo vice-governador, Carlos Fávaro. Perfil político o ex-vereador tem de sobra, agora só resta conhecer melhor a sua parte técnica.

4 – DEPOIS
que o novo prefeito tomou posse e passada essa primeira semana, o que se sente na Prefeitura de Rondonópolis é uma verdadeira tensão dos titulares de cargos comissionados da antiga gestão, que ainda devem ser exonerados no começo desta segunda semana, e a tensão dos que trabalharam na campanha de Zé do Pátio temendo ficar de fora, já que o prefeito vem dizendo aos quatro ventos de que vai reduzir salários e número de contratados do poder público. Mas por incrível que pareça, nas portas do gabinete do prefeito é possível ver indicados de Percival Muniz batendo o pé para falar com ele [Pátio], se sentido não apenas no direito de permanecer nos seus cargos, mas na esperança de uma promoção. “Eu estava na pasta da Educação em um cargo administrativo mas agora mereço um núcleo, pois estudei para isso”, disse uma senhora em frente ao gabinete do prefeito. Mas com uma declaração assim essa senhora está completamente equivocada em achar que ficará na gestão apenas por ter um bom currículo, sendo que foi adversária na campanha eleitoral.

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