NOVO FORMATO
Fifa confirma presença de 48 times a partir do Mundial de 2026

Gianni Infantino, presidente da Fifa, diz que intenção da entidade com novo formato é expandir e desenvolver o futebol pelo mundo

Gianni Infantino, presidente da Fifa, diz que intenção da entidade com novo formato é expandir e desenvolver o futebol pelo mundo

O Conselho da Fifa oficializou ontem (10) o aumento no número de participantes na Copa do Mundo. A partir de 2026, o principal torneio de seleções do planeta deixará de ter as atuais 32 equipes nacionais para receber 48 times. A medida foi aprovada de forma unânime em reunião realizada na sede da entidade, em Zurique, na Suíça.
A mudança era uma antiga promessa de Gianni Infantino. Foi com o aumento na participação de seleções que o atual presidente conseguiu vencer o xeque do Bahrein Salman bin Ebrahim al-Khalifa, seu principal rival no pleito de fevereiro do ano passado.
Esta foi a primeira vez desde a Copa do Mundo 1998 que mudanças foram feitas no sistema de disputa do torneio. As 48 seleções serão divididas em 16 grupos de três equipes, sendo que as duas melhores colocadas avançarão para a disputa das fases eliminatórias.
O tempo de disputa da Copa do Mundo continuará sendo de 32 dias, mas o número de jogos disputados no período passará de 64 para 80. As partidas ocorrerão em 12 estádios. E a cobrança de pênaltis definirá os classificados nas três primeiras etapas de eliminatórias. As prorrogações só serão jogadas nas semifinais e final.
Infantino defendia a mudança na Copa do Mundo dizendo que mais nações teriam a oportunidade de participar de uma edição do torneio. Com o inchaço, o mandatário da Fifa planeja consolidar lucros em mercados desenvolvidos e acelerar o crescimento do futebol internacional em áreas emergentes.
Há a expectativa de que o novo modelo de disputa fará os contratos de transmissão do torneio aumentarem de 750 milhões para 1 bilhão de dólares (R$ 2,4 bilhões para R$ 3,2 bilhões).
Os grandes clubes europeus eram contra a mudança, assim como treinadores reconhecidos mundialmente, como o espanhol Pep Guardiola e o alemão Joachim Löw. Contudo, a alteração encontrou apoio entre ex-jogadores, como Diego Armando Maradona e Carles Puyol, e atletas de países periféricos no futebol internacional.
PALAVRA DO PRESIDENTE
O aumento de 32 para 48 seleções a partir da Copa do Mundo de 2026 irá consolidar o futebol nos países periféricos, onde a modalidade não é tão tradicional, segundo o presidente da Fifa Gianni Infantino.
Em coletiva concedida horas depois do anúncio oficial da entidade confirmando a mudança, o mandatário defendeu o novo formato.“O novo formato traz mais associações para participar da maior celebração do futebol. Temos que moldar o futebol, vendo que ele é mais do que a Europa e a América do Sul. O futebol é global. A febre do futebol em grandes partes do mundo, que hoje não têm chances, é algo que estava no topo de nossas ideias”, afirmou Infantino, que também prevê um alívio no calendário.
“Primeiro coloquei a expansão da Copa no meu manifesto, com 40 equipes em oito grupos de cinco, sendo oito jogos para o time que conquista a Copa, mas chegamos a um formato melhor, porque ele reduz o número de jogos se comparado ao inicial”, acrescentou.
A expectativa é que os continentes africano e asiático sejam os maiores beneficiados com o inchaço da Copa. “Temos de ter um equilíbrio na questão esportiva. A África, por exemplo, tem 54 representantes e apenas cinco vagas. São questões que precisam ser revistas. É uma questão matemática, não apenas uma opinião, são fatos”, argumentou o suíço.
O presidente da Fifa afirmou que ainda não há uma definição de como serão repartidas as novas vagas nas eliminatórias pelo mundo. A prioridade da entidade neste momento é avaliar as candidaturas para receber o torneio antes de anunciar a sede do Mundial de 2026 em maio deste ano. Os favoritos na disputa são os Estados Unidos, que poderão anunciar uma candidatura conjunta com México e Canadá.
“Não é necessário tomar essa decisão agora. Vamos esperar esses quatro meses e pensar no processo de candidatura. É importante definir como será a logística e quantos estádios serão necessários para progredirmos”, concluiu.

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