EDUCAÇÃO
Assessoria Pedagógica é ocupada em protesto contra Seduc

Educadores relatam que Seduc propôs que os mesmos trabalhem sem receber - Foto: Patrícia Cacheffo

Educadores relatam que Seduc propôs que os mesmos trabalhem sem receber – Foto: Patrícia Cacheffo

Professores interinos da rede estadual de Educação ocuparam na tarde de ontem (10) a sede da Assessoria Pedagógica, em Rondonópolis, em protesto contra uma proposta feita pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT). Conforme explicado pelos docentes, os 14 mil professores da rede pública de Mato Grosso que são contratados, e não concursados, estão sem contrato desde o dia 23 de dezembro.
Com isso, para o término do ano letivo de 2016, entre os dias 10 e 30 de janeiro, o Estado propôs um contrato com os trabalhadores, porém sem remuneração. Para a Seduc, os educadores receberam durante a greve e, por isso, agora devem repor as aulas e compensar o salário recebido nos dias de paralisação. Contudo, a greve da educação foi considerada legal pela Justiça, e o corte de ponto proibido.
O término do ano letivo está atrasado devido a greve geral dos servidores públicos estaduais no ano passado, contra o não pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) pelo governador Pedro Taques.
A proposta da Seduc é que, somente após terminar o ano letivo de 2016, novos contratos sejam firmados com os professores interinos, para que as aulas sigam normalmente.
Devido ao impasse, os alunos das escolas estaduais de todo o Estado devem ter as aulas afetadas, já que os servidores que não vão receber não devem trabalhar. Eles representam 70% dos educadores da rede.
A orientação do Sindicato dos Servidores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) é para que “diante das garantias advindas do direito de greve e com o término do prazo dos contratos, cessam as obrigações assumidas pelos contratados, a menos que haja prorrogação dos contratos até a data do encerramento do ano letivo de 2016, com a remuneração do período”.
O Governo de Mato Grosso ainda não se pronunciou oficialmente sobre a situação.

1 comentário

  1. isabeldecartes@gmail.com

    Um estado que não respeita a sua democracia não pode honrar sua existência. Reivindicar direitos não é crime. Respeite a classe educadora governador, a escravidão já foi extinguida.

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