Relembrando a história

Avenida Marechal Rondon, na década de 1950

Avenida Marechal Rondon, na década de 1950

A existência do “Povoado do Rio Vermelho” foi oficializada a partir da promulgação do Decreto Lei nº 395 de 1915 que estabelecia uma reserva de 2.000 hectares para o patrimônio da povoação do rio Vermelho. Esse decreto foi assinado por Joaquim da Costa Marques, Presidente de Estado do Mato Grosso, e é como se fosse o registro de identidade do povoado (a futura cidade de Rondonópolis), cuja data de fundação (10 de agosto de 1915) foi regulamentada pela Lei Municipal 2.777 de 22 de outubro de 1997.
Todavia, na década de 20, Rondonópolis enquanto distrito de Santo Antônio do Leverger começa a sofrer problemas ligados a enchentes, epidemias e desentendimento entre os moradores; no mesmo período João Arenas descobre os garimpos de diamantes na vizinha região de Poxoréu (1924). A combinação desses fatores provoca o processo de despovoamento de Rondonópolis ao mesmo tempo em que os garimpos projetam o crescimento de Poxoréu.
NOVOS TEMPOS
A partir de 1947, Rondonópolis volta a crescer à medida que é inserido no contexto capitalista de produção como fronteira agrícola mato-grossense, resultado da política do sistema de colônias implantado pelo governo do Estado. Em 10 de dezembro de 1953, já com uma população de 2,888 pessoas, o então distrito de Poxoréu consegue a sua emancipação política, e aparece como mais um Município no cenário do Estado de Mato Grosso.
Nas décadas de 50 e 60, o crescimento econômico de Rondonópolis vem através do campo, enquanto produtor de alimentos e extensão do capital paulista. Nesse período destaca-se a força da mão-de-obra de migrantes mato-grossenses, nordestinos, paulistas, mineiros, japoneses e libaneses.
Na década de 70 acelera-se no município o processo de expansão capitalista, e Rondonópolis desenvolve o mais rápido processo de modernização do campo que se teve notícia no Centro Oeste, incrementando as atividades da soja, da pecuária e do comércio. Aqui a migração sulista é o destaque.
Em 1980 Rondonópolis passa a ser polo econômico da região e é classificado como segundo município do estado em importância econômica e urbana. Já, na década de 90 Rondonópolis projeta-se como “A Capital Nacional do Agronegócio”, ao mesmo tempo em que cresce o setor agroindustrial – decorrem daí o sucesso das feiras e agroshows.

(*) LUCI LÉA LOPES MARTINS TESORO, Doutora em História Social pela USP e autora do livro “Rondonópolis-MT: Um entroncamento de mão única. Contato lllmt@terra.com.br

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