Papo Político

1 – SENHORES E SENHORAS,
o prefeito eleito José Carlos do Pátio (SD) e o seu vice-prefeito o professor Ubaldo Barros (PTB) ainda não tomaram posse, mas o trabalho que antecede o começo da próxima gestão dos dois eleitos, dá sinais de que a cidade ganhou dois prefeitos, ao invés de apenas um. Naturalmente este quadro vem se desenhando na cidade diante a total autonomia que Zé Carlos do Pátio vem dando para o seu vice-prefeito Ubaldo Barros – aliás, bem ao contrário do que prometeu o atual prefeito Percival Muniz (PPS), quando em sua campanha política em 2012 afirmava que a cidade teria dois prefeitos com a sua vitória, pois Rogério Salles (PSDB), o seu vice, teria total autonomia e uma função de gestão conjunta na chefia do município. A dobradinha deu certo e Muniz realmente venceu as eleições naquela oportunidade, mas Salles não teve a autonomia nem para apagar os incêndios da atual gestão que se finda, e ainda, descontente com a sua situação, acabou disputando a Prefeitura de Rondonópolis contra o próprio Muniz, mas ambos saíram derrotados do pleito, como sabemos. O que se espera agora é que esse fato não se repita na futura administração, que começa em 1 de janeiro.

Professor Ubaldo Barros: “A autonomia que Pátio vem dando ao seu vice dá sinais que a cidade realmente ganhou dois prefeitos, ao contrário do que tinha anunciado Percival Muniz em relação ao seu vice Rogério Salles….”

Professor Ubaldo Barros: “A autonomia que Pátio vem dando ao seu vice dá sinais que a cidade realmente ganhou dois prefeitos, ao contrário do que tinha anunciado Percival Muniz em relação ao seu vice Rogério Salles….”

É DE SE DESTACAR
que depois das eleições e até agora, Zé do Pátio vem dando total autonomia para o seu vice-prefeito, principalmente nas áreas do esporte, cultura e educação. No começo do mês de novembro deste ano o prefeito eleito declarou no campus local da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), durante uma reunião com a pró-reitora e diretores de departamentos, que seu vice-prefeito será o seu interlocutor entre a sua administração e a UFMT. Além disso, Ubaldo Barros está com total autonomia a frente da realização do Carnaval 2017, que permanecerá com o nome de “Rondonfolia”, após a realização de uma enquete. “Eu sou uma pessoa tímida. Já o nosso o vice-prefeito é uma pessoa mais desinibida, um anfitrião da população, por isso dei esta missão do carnaval para ele e acredito que teremos uma grande festa para nossa população que só trabalha, enfrenta a crise, mas também merece momentos de diversão”, vem afirmando o prefeito eleito Zé do Pátio. Portanto, é aguardar para ver.

2 – NO ÚLTIMO
dia 10, o prefeito eleito José Carlos do Pátio afirmou nos meios políticos que só deverá anunciar seu secretariado após o dia 25 de dezembro. A previsão anterior era para o dia 15 passado. Por enquanto, Pátio diz estar em período de conversação e reunindo alguns nomes que guarda em segredo até para muitos do que estão mais próximos, no entanto adiantou que pretende por enquanto não nomear as chefias de algumas secretarias objetivando cortar gastos.
Chegou a informação a este Colunista de que duas das secretarias, a de Habitação e Infraestrutura que poderá ter como unico secretário o Paulo José Correia, ex-secretário de Habitação na primeira gestão de Pátio como prefeito de Rondonópolis.

3 – APESAR
de atender um anseio que vinha sendo cobrado pela sociedade organizada, aprovando o projeto de lei 03/2016, que estabelece critérios para liberação e utilização da verba indenizatória para o exercício parlamentar, o que não soou bem foi o porquê da proposta ser apresentada só agora ao apagar nas luzes na última sessão ordinária da Câmara Municipal e pelo vereador em fim de mandato Aristóteles Cadidé (PDT). Ao que parece é que o nobre edil quis fazer uma média com a população já que possui pretensões políticas para sair candidato a deputado estadual em 2018. Mas fazendo política ou não, cabe-se enaltecer Cadidé pelo peito e coragem de enfrentar a classe política local e moralizar o gasto desse beneficio pelos vereadores. Hoje os vereadores da cidade recebem R$ 10 mil de subsídio (salário) e mais R$ 10 mil de verba indenizatória sem necessidade de prestação de contas, totalizando R$ 20 mil em cada mês. Conforme Cadidé, uma das principais alterações previstas está no artigo 2º da lei 8608/2015, que dizia que, para o recebimento da verba indenizatória, ficava dispensada a apresentação de comprovantes de despesas, não sendo necessário justificar a sua utilização. Agora, com a nova lei, o artigo 2º passa a constar que o vereador que utilizar da verba indenizatória deverá apresentar o relatório de atividades parlamentares exercidas mensalmente.
UMA PERGUNTA
que fica, pois não ficou muito claro nesse projeto lei do Cadidé, é se nesse “relatório de atividades” o vereador será obrigado a apresentar os comprovantes de gastos, como notas fiscais ou outros documentos legais? Porque um simples “relatório de atividades”, sem os devidos comprovantes legais não vai adiantar muita coisa. Vamos apurar melhor esse termo usado.

4 – AINDA
sem aceitar a derrota nas urnas em sua candidatura à reeleição, o vereador Denilson Sodré, o Dico (Pros), está com a esperança de provocar novo cálculo de coeficiente partidário e ganhar uma cadeira de vereador por mais quatro anos. Ele está com uma ação correndo na justiça, a qual vamos explorar mais sobre o teor em uma próxima Coluna, embasada e semelhante ao que vem ocorrendo em Cuiabá, quando o promotor eleitoral Vinicius Gahyva Martins ingressou com quatro ações de investigação judicial eleitoral contra dois partidos e duas coligações por suposta fraude no lançamento de “candidaturas fictícias” para preencher a cota de mulheres nas eleições deste ano na capital. Em Cuiabá, as ações pedem basicamente a cassação dos registros de quatro vereadores eleitos e 124 suplentes com anulação dos votos. Se ações foram deferidas pela Justiça Eleitoral, o Legislativo cuiabano terá uma mudança radical com novo cálculo de coeficiente partidário. Vamos aguardar o resultado em Rondonópolis.

5 – APÓS A DECISÃO
em caráter liminar que determinou a suspensão das obras da via pública que pretende ligar a Avenida Lions até a BR-364, por ausência de licença ambiental, um dos três mosqueteiros do prefeito Percival Muniz, que se diz ser bem entendido no que se trata de legislação, vem falando aos quatro ventos que o prefeito não conseguiu inaugurar a ponte na Lions, mas ela, juntamente com a via de acesso, terá o trânsito liberado e todos conhecerão a grande obra, que deveria ser eleitoreira, mas não surtiu resultado nas urnas. A situação já se tornou piada na cidade, inclusive sendo chamada de “A Maldição da Ponte” que já atingiu alguns políticos conhecidos, como o ex-prefeito de Rondonópolis e atual deputado federal Adilton Sachetti (PSB), que apesar de ter construído três pontes sobre o rio Arareau, de grande necessidade e serventia, não conseguiu se reeleger, agora a mesma situação parece ter atingido o prefeito Percival Muniz, em final de mandato, com essa importante ponte sobre o Rio Vermelho.

2 comentários

  1. Há uma grande diferença de perfil entre Ubaldo e Rogério, o Ubaldo é elétrico, já o Rogério se deixar ele tomando conta de duas tartarugas dentro de um banheiro, uma foge e outra fica grávida….

  2. Excelente artigo, parabéns Deus te abençoe!

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