Papo Político

Wellington Fagundes: “Seu nome como candidato a governador começa a ser articulado em todo o estado...”

Wellington Fagundes: “Seu nome como candidato a governador começa a ser articulado em todo o estado…”

1- SENHORES E SENHORAS,
como já foi comentado pela Coluna, a vitória do candidato do PMDB à prefeitura de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, fortaleceu o grupo de oposição ao governador Pedro Taques (PSDB). O novo cenário político faz com que o senador Wellington Fagundes (PR) admita a possibilidade de ser candidato ao governo do Estado nas eleições de 2018, situação a qual ele já vem apresentando sinais, após uma temporada longe dos holofotes da imprensa. A volta dele à mídia foi na segunda-feira passada (28), no ato de liberação dos 15 quilômetros de pavimentação em concreto da duplicação da rodovia BR-364, entre Jaciara e Serrá de São Vicente, que o teve como anfitrião. O evento soou forte para a maioria das pessoas presentes como um aviso de sua possível candidatura ao Governo do Estado. Ainda para este mês de dezembro, Fagundes cogita trazer a Rondonópolis o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, que será mais uma demostração de sua força em Brasília, resultado dos seus 24 anos como deputado federal (seis mandatos consecutivos) e agora como senador. Agora será mesmo que Fagundes está trabalhando corretamente a sua política para conseguir se eleger governador do Estado?
POR DUAS
vezes, Wellington saiu candidato a prefeito de Rondonópolis e foi derrotado e agora quer ser governador. Para a classe política, nas duas vezes que tentou a Prefeitura rondonopolitana, ficou mais do que evidente que o povo o preferia em Brasília, trazendo recursos federais, que apesar dos pesares ainda é o pouco que resta para investimentos em Rondonópolis e muitas outras cidades de Mato Grosso. Agora tal demonstração de força em Brasília terá de ser bem articulada numa campanha política para que os eleitores possam entender que ela continuará sendo importante para uma gestão sua como governador, pois os eleitores de Mato Grosso não podem ter a mesma interpretação que os eleitores de Rondonópolis, ou seja, avaliando que com Fagundes no governo estadual, o Estado de Mato Grosso possa perder um dos seus maiores representantes em Brasília, mas, pelo contrário, ele saberá como articular em todos os setores da capital federal para trazer os recursos necessários para o desenvolvimento matogrossense.
POR ENQUANTO
a ideia de Fagundes não está descartada, mas isso vai depender muito dos arranjos políticos que serão feitos até 2018. Sabe-se que nos bastidores, Wellington Fagundes trabalha uma candidatura de oposição para as próximas eleições com o apoio de partidos como o PMDB de Carlos Bezerra e o PP do ministro da Agricultura Blairo Maggi. Além destas siglas, o republicano pretende discutir sua candidatura para o Palácio Paiaguás com os prefeitos derrotadas Percival Muniz (PPS) de Rondonópolis e Otaviano Pivetta (PSB) de Lucas do Rio Verde.
Nesta composição de chapa, quem tem interesse em disputar uma vaga para o senado da República é Percival Muniz, o qual também cogita lançar na chapa dois candidatos do PPS de Rondonópolis, o vereador Fábio Cardozo para deputado federal e o primo Thiago Muniz para candidato a deputado estadual em 2018.
O que se vem notando nesse início de projeto ao governo estadual, é que Wellington Fagundes tem muita desenvoltura política em todos os municípios do Estado e uma candidatura sua nasce com muita força, pois ele sempre teve como deputado federal, e agora como senador, uma atuação municipalista em sua vida pública.
OUTRO NOME
que desponta para sair candidato a governador de Mato Grosso é do atual prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB). Após recuar de seu projeto de reeleição neste ano, ele vem afirmando que o seu futuro político está em aberto, e não descarta a possibilidade de encarar uma nova disputa nas próximas eleições de 2018.

2- EM RELAÇÃO AO PLEITO
de 2018, quem também demonstra forte interesse em disputar uma vaga para o Senado é o deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB). Ele que começou na vida pública como vereador por Cuiabá, se tornou deputado, exercendo hoje o 3º mandato, assumiu a presidência da Assembleia Legislativa e se garantiu na próxima Mesa Diretora como primeiro-secretário.
Em 2018, serão abertas duas vagas ao Senado, com a conclusão dos mandatos de Blairo (PMDB) e Medeiros (PSD). E Maluf está de olho numa dessas cadeiras, ainda mais depois que o colega tucano Nilson Leitão, que tinha a mesma pretensão, recuou com a derrota política em Sinop. Se tiver respaldo incondicional do tucanato, inclusive do Palácio Paiaguás, Maluf parte para concretizar esse seu sonho, mas agora terá que avaliar o estrago que o seu nome poderá sofrer, pois ele foi alvo da delação premiada feita pelo empresário Giovani Belatto Guizardi, como um dos beneficiados pelas propinas ocorridas na Seduc, Secretaria de Estado de Educação, cuja denúncia resultou na prisão do então secretário Permínio Pinto Filho e outros envolvidos.

3 – E COMO
está sendo noticiado pelo A TRIBUNA, o vereador Jailton Dantas (PSDB) confirmou mesmo sua saída do grupo dos 16 vereadores que discute a formação da mesa diretora da Câmara Municipal para o próximo biênio 2017-2018, pregando que o grupo não está defendendo um legislativo independente em defesa da população. Neste sentido, o mais indicado é que outros vereadores do tucanato acompanhem Jailton, ou seja Rodrigo da Zaeli e o professor Carlos Alberto Guinâncio, após essa declaração bombástica do colega. Com a saída de Jailton Dantas, o grupo que era 16 esta até agora com os vereadores do Solidariedade Vilmar Pimentel, Orestes Miráglia, Juary Miranda e João Batista Soares; do PRTB, Moacir José da Silva e Roni Cardoso; do PSDB, Rodrigo da Zaeli e o professor Carlos Alberto Guinâncio Coelho; além do vereador João Mototáxi (PSL), Hélio Pichioni (PSD), Beto do Amendoim (PSL); do PMDB, Adonias Fernandes e Thiago Silva; do PCdoB, Sílvio Negri e também do professor Sidinei (PDT). A eleição para a mesa diretora da Câmara Municipal ocorre no dia 1º de janeiro de 2017, às 8 horas, no Caiçara Tênis Clube, local escolhido para cerimônia de posse do prefeito, vice-prefeito, vereadores e os três primeiros suplentes de cada coligação.
A DEFINIÇÃO
do nome para encabeçar a chapa da mesa diretora da Câmara, atualmente, está entre quatro vereadores deste grupo, sendo Juary Miranda e Vilmar Pimentel, do Solidariedade; Hélio Pichioni (PSD) e Rodrigo da Zaeli (PSDB). Entre os quatro, os nomes de Vilmar Pimentel e Rodrigo da Zaeli estariam perdendo fôlego nas discussões, enquanto a disputa pela presidência da Casa de Leis estaria acirrada entre Juary Miranda e Hélio Pichioni. Mais nada fica definido até a última hora, inclusive agora com esse anúncio do Jailton,novas articulações serão formadas e outros nomes poderão aparecer como possível presidente para a próxima legislatura.

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