Papo Político

1- SENHORES E SENHORAS,
como já citamos aqui na Coluna, as discussões sobre a formação da mesa diretora da Câmara Municipal para o próximo biênio 2017-2018, estão a todo vapor e sempre apresentado novidades. Mas para quem acompanha a política isso faz parte do jogo. Lembrando aqui o que dizia o saudoso político mineiro Magalhães Pinto, “Política é como nuvem. Você olha e ela está num lugar. Olha de novo e ela já mudou”.
ATÉ ENTÃO
estava firme no diálogo um grupo de 11 vereadores, se organizando para formação da mesa diretora do Legislativo: pelo Partido Solidariedade (Vilmar Pimentel, Orestes Miráglia, Juary Miranda e João Batista Soares); do PRTB, Moacir José da Silva e Roni Cardoso; do PSDB, Rodrigo da Zaeli, Jailton Dantas e o professor Carlos Alberto Guinâncio Coelho; além do vereador João Mototáxi (PSL) e Hélio Pichioni (PSD), este último que vem sendo cogitado fortemente para encabeçar a chapa como presidente da Casa de Leis, dado a um entendimento entre o prefeito eleito José Carlos do Pátio (SD) e o deputado Nininho (PSD), que já estaria preparando um contraponto eleitoral para não perder seus votos e manter suas bases na cidade fortalecendo o seu partido. Antes de Hélio Pichioni, o nome forte para encabeçar esta chapa era do vereador Rodrigo da Zaeli (PSDB), no entanto desde as primeiras articulações os tucanos vêm afirmando que só ficam no grupo caso o presidente saia do ninho. Do contrário poderiam partir para outras articulações. Coisa que já vem ocorrendo dada a chegada do reforço de mais cinco vereadores no grupo dos 11, que agora é grupo dos 16, com os vereadores Beto do Amendoim (PSL), do PMDB, Adonias Fernandes e Thiago Silva; do PCdoB, Sílvio Negri e também do professor Sidinei (PDT), que também já teria declarado apoio ao grupo.
A PRIMEIRA
composição dos 11 que chegaram primeiro, teria regalias como inclusive com o loteamento entre eles dos 25 cargos de indicação na Casa de Leis, além das sete vagas que cada vereador tem para o seu gabinete. Os que chegaram depois não teriam direito a cargos, no entanto poderiam compor a base de apoio do prefeito Zé Carlos do Pátio, com a indicação de cabos eleitorais para cargos na Prefeitura. Agora, se o PSDB “bater o pé” para ter um dos seus vereadores como presidente, os 11 primeiros ficarão desarticulados com o desfalque dos vereadores tucanos que poderão somar forças com os vereadores Beto do Amendoim, Adonias Fernandes, Thiago Silva, Sílvio Negri e professor Sidinei, já totalizando oito integrantes, faltando apenas mais três para a composição que ganharia a Mesa Diretora, inclusive se puxarem vereadores que ainda não somaram ao grupo dos 16, como o vereador Cláudio da Farmácia, que poderá acompanhar seu partido, o PMDB. É muita matemática neste final de ano, dentro de um jogo de tira coloca.

2 – PELOS
bastidores do Legislativo circula a notícia de que dentro desta nova articulação no grupo dos 16, já estaria organizado até o loteamento dos cargos da mesa diretora. A presidência estaria sendo discutida por alguns vereadores do Partido Solidariedade e PSDB, os cargos de 1ª e 2ª vice-presidência e 2ª secretário discutidos entres os vereadores do PMDB, PC do B, PDT, PSL e PRTB. Nestas discussões o nome do vereador Adonias Fernandes vem sendo cogitado para a 1ª vice-presidência, dado a trânsito livre que possui no meio político partidário e a experiência de três mandatos já indo para o quarto.

Roni Magnani: “Parece disposto a remontar seu projeto à presidência da Câmara de Vereadores, no jogo que durará todo o mês de dezembro entre os vereadores...”

Roni Magnani: “Parece disposto a remontar seu projeto à presidência da Câmara de Vereadores, no jogo que durará todo o mês de dezembro entre os vereadores…”

DE OUTRO LADO,
o vereador Roni Magnani (PP) parece disposto a remontar seu projeto à presidência da Câmara de vereadores. Articulador nato da mesa diretora que elegeu o vereador Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô (PMDB), atual presidente da Câmara, o parlamentar tenta aproveitar a insatisfação de alguns colegas que migraram para o grupo que apoia o prefeito eleito José Carlos do Pátio. O objetivo é trazer o PSDB, que conta com três votos. Magnani conta que poderia ter apoio dos colegas do PMDB, que por enquanto ainda estão no antigo grupo que agora são 16. Em caso de sucesso, a manobra garantiria 7 votos e deixaria a disputa pela mesa diretora completamente aberta, podendo somar votos com Thiago Muniz e Fábio Cardozo do PPS e o vereador Elton Mazette (PSC), totalizando 10 votos para a mesa. Neste cenário faltaria mais um voto para fechar os votos suficientes para a eleição da mesa marcada para 1º de janeiro, que poderia ser de um dos vereadores do Partido Solidariedade, que já não estaria feliz com o seu grupo. Repetimos: “É muita matemática neste final de ano, dentro de um jogo de tira coloca”.

3 – AINDA
sobre o resultado das eleições do dia 2 de outubro passado, o cometário em muitos meios evangélicos da cidade é que não ficou nada bem politicamente a postura de uma grande denominação do evangelismo em hipotecar apoio para apenas dois dos seus mais fortes candidatos a vereadores na última eleição, ou seja, o candidato à reeleição Cido Silva (PP) e à esposa do vereador dr. Manoel (que foi candidato a Vice de Percival), a Valéria Beviláqua (PMDB), ambos derrotados nas urnas, enquanto dois vereadores Elton Mazette (PSC) e Thiago Silva (PMDB), que apesar de não terem contado com apoio desta grande denominação evangélica, assim mesmo tiveram o apoio das comunidades evangélicas da cidade para somar votos e conseguiram se eleger. Este tal falado posicionamento não ficou nada bem, até porque estes dois nomes podem ganhar projeção estadual e serem cotados pelos seus partidos para candidaturas em 2018.

4 – NA CORDA BAMBA
está o vereador eleito Vilmar Pimentel (SD), que teve a prestação das suas contas de campanha desaprovada pela Justiça Eleitoral. Apesar do fato não ser impedimento para diplomação ele poderá ter um mandato de instabilidade, uma vez que o Ministério Público Eleitoral (MPE) poderá entrar com ação de investigação judicial eleitoral ou ação de impugnação do mandato eletivo. Então, o candidato diplomado com suas contas desaprovadas vai responder à ação judicial que poderá ensejar na cassação e perda do seu mandato, mesmo ele exercendo o cargo no Legislativo. Caso Pimentel perca o mandato quem poderá a assumir é o primeiro suplente da coligação a qual o elegeu, o advogado Júnior Mendonça do Partido Solidariedade.

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