Papo Político

Rodrigo da Zaeli, autor do projeto

Rodrigo da Zaeli: “É o candidato à presidência da Câmara Municipal para o novo biênio. Será que sustenta o grupo fechado até o dia 1° de 2017?…”

1 – SENHORES E SENHORAS,
a cada semana que passa uma novidade surge em meio as discussões para formação da mesa diretora da Câmara Municipal para o biênio 2017-2016. Na semana passada conforme foi noticiado pelo A TRIBUNA , um grupo de 11 vereadores, formado desde o dia 20 de outubro, visando a disputa da presidência da Câmara, continuava unido e, inclusive, já havia definido o nome do vereador Cláudio da Farmácia (PMDB) para encabeçar a chapa da nova mesa diretora. O grupo era formado pelos três vereadores do PMDB, Adonias Fernandes, Cláudio da Farmácia e Thiago Silva; do PPS, os vereadores Fábio Cardozo e Thiago Muniz; PSC, Elton Mazette; do PSL, os vereadores Beto do Amendoim e João Mototáxi; Silvio Negri, do PC do B; o professor Sidnei, do PDT, além de Roni Magnani do PP. Dos 11 vereadores desta formação, o vereador eleito João Mototáxi “roeu a corda” e somou com o grupo de dez vereadores contrários a esta chapa, composto pelos vereadores eleitos do Solidariedade: Vilmar Pimentel, Orestes Miráglia, João Batista Soares e Juary Miranda; do PRTB, Moacir José da Silva, o Bilú, e Roni Cardoso; do PSDB, Rodrigo da Zaeli, Jailton Dantas e o professor Carlos Alberto Guinâncio Coelho; além do vereador Hélio Pichioni (PSD), totalizando 11 votos para a chapa, que também se diz unida e com oito reuniões já ocorridas para a formatação da nova mesa diretoria que cogita Rodrigo da Zaeli como presidente.
PORÉM,
até o dia da eleição para escolha do presidente do legislativo e sua mesa diretora agendada para às 8 horas do dia 1º de janeiro, muita água vai rolar por debaixo da ponte inacabada do prefeito Percival Muniz (PPS), derrotado nas urnas no último dia 2 de outubro. Até na hora H tudo pode acontecer, com incríveis reviravoltas, uma vez que os interesses próprios sempre falam mais alto quando o assunto é eleger a mesa diretora de qualquer legislativo. O Colunista acredita que estas definições ocorrerão a partir de meados do mês de dezembro, inclusive com “confinamento” de grupo de vereadores para prevenir que algum “roa a corda” novamente. Até na hora H tudo pode acontecer.

2 – NESTA
semana que passou o vereador em fim de mandato Aristóteles Cadidé (PDT) declarou que Rondonópolis está, praticamente, sem representatividade na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e para 2018 ele planeja sair candidato a deputado estadual. Na avaliação dele, o atual quadro dos três deputados com base no município, depois das eleições municipais, esse quadro político mudou e a cidade perdeu mais uma vaga na AL com a eleição para prefeito do deputado Zé Carlos do Pátio (SD). Sobre o deputado Nininho (PSD), avaliou que sua base não é apenas Rondonópolis, pois expandiu muito para os outros municípios do Estado. O Sebastião Rezende (PSC) está com suas ações centradas mais em Cuiabá. Para Cadidé Rondonópolis está aberto para a eleição de deputados estaduais. Neste contexto, irá trabalhar para unir suas bases em torno de um projeto para candidatura a deputado estadual em 2018.
TAMBÉM
com vistas neste espaço aberto para candidaturas estaduais, quem vem ganhado espaço aqui na cidade é o deputado estadual Max Russi (PSB), que tem sua base eleitoral em Jaciara, mas vem se expandido para Rondonópolis e demais municípios da região. E o deputado vem mostrando boa articulação junto ao governo de Mato Grosso. Na última sexta-feira (11), ele participou da inauguração da nova sede da 2ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), obra de sua indicação ao governado Pedro Taques (PSDB). A partir de agora, servidores, população e despachantes passam a contar com um ambiente moderno e climatizado, mas ainda há muito o que fazer como a reforma prometida há mais de 6 anos para a sede da 2ª Ciretran na Colina Verde.

3 – O QUE
não ficou nada bem para o prefeito em final de mandato Percival Muniz foi o projeto que previa a criação de uma agência municipal de regulação de serviços públicos delegados (a Agerron), enviado para aprovação da Câmara Municipal. Mas após as muitas manifestações contrárias, com grande pressão popular, o prefeito anunciou que mandou retirar da pauta o projeto que traria considerável impacto financeiro ao Município. Agora a pergunta que fica no ar qual seria a real finalidade deste projeto com a criação de vários cargos com ganhos mensais de até R$ 10 mil/mês, que poderia ser discutido a tempos atrás, mas não logo agora e a “toque de caixa”, no apagar das luzes. Por aí andam dizendo que o Barba queria garantir para os próximos anos na gestão do prefeito eleito Zé do Pátio (SD), o comando de muitas situações, além de um milharal inteiro e uma “boquinha” para seus fiéis escudeiros. A estratégia deu errada, com a desaprovação popular, aliás, ele que já tinha sido desaprovado nas urnas, quando ficou com apenas 34% dos votos da cidade, quando tentou a reeleição.
A PROPOSTA,
que foi encaminhada para a Câmara Municipal em regime de urgência, previa a criação de 17 cargos comissionados com salários que variam de R$ 2.160,78 a R$ 10 mil. Além disso, autorizava na Lei de Diretrizes Orçamentárias o repasse anual de 1,5% da receita municipal, que neste ano chegou a R$ 700 milhões, para a agência. Ainda para este ano, o projeto também previa a abertura de crédito adicional de R$ 600 mil para o novo órgão. No entanto, os vereadores derrubaram a urgência do projeto e a tendência era a maioria não aprovar o projeto. Para os parlamentares, a proposta não poderia ser aprovada a “toque de caixa”. Manifestantes, articulados pela equipe do prefeito do prefeito eleito, Zé do Pátio, ocuparam o recinto da Câmara portando cartazes com os dizeres “Fora Golpe”, “Fora Agerron” e “Agerron é um cabide de empregos”. Deu certo e contou com a pressão geral contra o projeto de Percival.

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