Estupro não é cultura, é a personificação do mal

Raimundo Soares - 06-05-15Ainda chorando, aquela jovem mulher, relatava o acontecido ao juiz que determinara a prisão do estuprador pego em flagrante: “Ele só tinha 5 meses, um bebê. Foi o tio, aquele que ajudava a colocar a mamadeira na boca do meu anjo. Meu coração dói só em pensar que nunca mais vou tê-lo em meus braços, porque ele não resistiu à tamanha atrocidade”. Chocada, uma nação inteira acompanha pelo noticiário dos jornais, TV, sites e redes sociais o caso da forma mais violenta e cruel que uma mulher pode passar. 30 homens e uma jovem de apenas 16 anos. Uma menina, moça, mulher. Sem clemência, nem compaixão, fora violentada por todos que ainda ousaram postar em redes sociais o ato cometido. Pra que tanto mal assim?
No claro, no escuro, na escola, na praça, na igreja, na casa, no bosque, no prédio, na festa, na rua em todo canto em qualquer lugar. Por pai, padrasto, vô, tio, sobrinho, marido, por amante, noivo, namorado, amigo, inimigo, por filho, primo, irmão, vizinho, por sacerdote, por bandido, por mocinho, por todos em todo canto e em qualquer lugar. Em criança, adolescente, menino, menina, em jovens, mulheres, senhoras, idosas, em namoradas, esposas, em todo canto e em qualquer lugar. De forma sutil, cruel, violenta, ameaçadora, comprada, dopada, de forma presenteada, falsificada, disfarçada, santa, profana, de forma mundana, em todo canto e em qualquer lugar, assim, em suas múltiplas formas e facetas se apresentam o estupro e o estuprador.
Quando menos se espera, ou se espera sem imaginar, ele acontece e muitos são os que caem nessa rede traiçoeira desse crime hediondo. Segundo pesquisas, 11 pessoas em média são estupradas por minuto em nosso país. Isto inclui os estupros de vulnerável, crime cometido contra menores de 14 anos. E o que dizer dos casos que não são registrados ou notificados, quando a vítima ainda se esconde por tamanha vergonha e humilhação?
E o que dizer de nossas crianças, nossos tesouros mais preciosos, inocentes, puros, vulneráveis, sujeitos a todos os males todos os dias e em todo lugar? Quão grande mal assola sobre a terra, sobre homens que deveriam ser guardiões do bem, da família, da sociedade, mas preferem alienar-se ao próprio demônio, estupro não é cultura, é o desejo profano de uma mente insana , maléfica, a própria personificação do mal.
Ação que Deus abomina em todas as suas formas e maneiras, independentemente de como, quando e quem o pratica a quem pratica. Crianças, pureza, inocência. Meninos, meninas, mulheres. Nada justifica tal ato, muito menos o que uma mulher faz ou deixa de fazer, fala ou deixa de falar, veste ou deixa de vestir e onde quer que esteja ou vá, seja ela nova, velha, branca, negra, asiática, oriental, rica, pobre, puritana, casta, mundana, cristã ou ateia. Ninguém tem o direito de saciar-se ou portar-se como animal desenfreado, tal como bestas feras de florestas negras insolentes imergidas em trevas sem tamanho, filhos do mal.
Estupro é uma crueldade tamanha que merece a maior das punições. Estupro é crime violento em todos os casos, e lugar de criminoso e maníaco é na cadeia e a vítima sempre é vítima e deve ser tratada com dignidade e respeito pela família e por toda sociedade com total amparo previsto em lei, até porque a dor provocada, não fica só no corpo, mas, também na alma, assim, só o amor dos amigos e dos familiares e um bom acompanhamento psicológico e Deus pode curar tanta dor.
É necessário que haja coragem por parte de toda sociedade, da vítima e familiares para denunciar todo tipo de violência sexual, principalmente o estupro. Se faz necessário também uma punição mais rigorosa para tais agressores por parte das autoridades competentes e por fim, deve haver um acompanhamento adequado para todas as vítimas.
Mulheres e crianças, não são objetos de prazeres de homens vis, é uma obra prima de Deus, merecem todo respeito e cuidado especial. Uma coisa é certa; Deus, que lá de cima, vê tudo o que os homens fazem de mal, já preparou seus castigos e que sejam ainda na terra. Senhor! Livrai nossos filhos e filhas de tanto mal, de homens-bichos nefastos, sem amor por si próprio, por suas famílias, pelo próximo e por Deus que também os criou.

(*) Raimundo Soares de Andrade é pai que ama e protege seus filhos. Professor de Música na Escola Eunice Souza dos Santos. E-mail: prrsoares@hotmail.com

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