DIA MUNDIAL
Informações sobre autismo são difundidas na cidade

Palestra na noite de ontem em Rondonópolis teve como tema “Autismo – Possibilidades e Intervenções” - Foto: Roberto Nunes/A TRIBUNA

Palestra na noite de ontem em Rondonópolis teve como tema “Autismo – Possibilidades e Intervenções” – Foto: Roberto Nunes/A TRIBUNA

Uma palestra repassou informações sobre o autismo para a sociedade rondonopolitana, na noite de ontem (1º/4), na Igreja Assembleia de Deus Nova Aliança (ADNA), na Rua Rio Branco, no Bairro La Salle. O evento, organizado pela Associação Rondonopolitana de Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (ARPTA), é uma das atividades para marcar o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, comemorado hoje (2/4).
A psicóloga Érica Rezende Barbieri, mãe de uma filha autista, abriu o evento de ontem, repassando aos presentes uma visão geral sobre o autismo e falando sobre a reação dos pais frente ao diagnóstico. Ela informou que as estimativas são de que mais de 2 milhões de pessoas no Brasil possuem autismo, um transtorno do neurodesenvolvimento que geralmente aparece nos três primeiros anos de vida e compromete as habilidades de comunicação e interação social.
Conforme Érica, atualmente, não existem mais diagnósticos separados para o autismo, pois todos foram incorporados em apenas um: desordem do espectro do autismo, com variações grave, moderado e leve. Para o diagnóstico, atesta que 3 critérios fundamentais são considerados: desafios de linguagem, déficits sociais, e comportamentos estereotipados ou repetitivos.
A psicóloga conta que as causas do autismo ainda são desconhecidas, mas as pesquisas na área estão cada vez mais intensas. Mesmo assim, acredita-se provavelmente em uma combinação de fatores de genética e agentes externos. Apesar de não existir cura para a síndrome, informa que um programa de tratamento precoce, intensivo e apropriado melhora muito a perspectiva de crianças com transtorno.
Em um segundo momento, Érica falou sobre como enfrentar o diagnóstico do autismo. “Receber o diagnóstico de que o seu filho apresenta transtorno do espectro autista gera uma série de emoções muito fortes para as famílias e amigos mais próximos. No final do diagnóstico, que costuma ser longo e cansativo, sentimentos confusos podem aflorar como: alívio, culpa, perda e medo do futuro”, analisou, enfatizando a importância por busca de informações verdadeiras e atualizadas sobre a síndrome.

À frente, a psicóloga Érica Rezende Barbieri, mãe de uma filha autista, que repassou uma visão geral sobre o autismo e falou sobre a reação dos pais frente ao diagnóstico - Foto: Roberto Nunes/A TRIBUNA

À frente, a psicóloga Érica Rezende Barbieri, mãe de uma filha autista, que repassou uma visão geral sobre o autismo e falou sobre a reação dos pais frente ao diagnóstico – Foto: Roberto Nunes/A TRIBUNA

Nesse contexto, conforme a psicóloga, grupos de pais de autistas, associações e movimentos sociais em prol da pessoa autista são de grande ajuda, pois pais e familiares podem dividir as suas angústias e buscar alternativas para as dificuldades do dia a dia. Entre as atitudes recomendadas estão: tentar aceitar e respeitar o diagnóstico; ajudar os pais a entenderem que as suas atitudes não causaram o problema do filho; oferecer ajuda, mas não ficar pressionando os pais; tentar não acusar e não associar os comportamentos à falta de limites dos pais; apenas ouvir, pois muitas vezes os pais só querem desabafar; e não mostrar constrangimento pelas atitudes deste indivíduo em público.
Na sequência, a fonoaudióloga Elaine Cristina Bárbara, com especialização em Equoterapia, falou da sua experiência com a estimulação de crianças autistas a partir da Fonoaudiologia e da Equoterapia, neste caso com práticas no Parque de Exposições do Município, apresentando excelentes resultados.
Elisângela de Souza Nogueira abordou sua experiência como mãe de uma criança autista, o Arthur, de 4 anos. Ela contou sua reação ao descobrir o diagnóstico da síndrome, quando o filho tinha 3 anos, e sua busca por um curso baseado no método de “Son-Rise”, quando começou a estimular o próprio filho em casa, além dos tratamentos que continua fazendo.
Encerrando os trabalhos, a promotora de justiça Joana Maria Bortoni Ninis, da Promotoria da Defesa da Cidadania, fez uma abordagem sobre a situação dos autistas no Município e a necessidade de criação de uma Clínica Escola do Autista, um centro especializado para o tratamento do autismo.

Várias atividades lembram o autismo na cidade

A Associação Rondonopolitana de Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (ARPTA) fará uma caminhada de conscientização neste sábado (2/4), às 16h, com concentração em frente ao Shopping. A caminhada é mais uma atividade para marcar o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, comemorado hoje (2).

Na parte da manhã de hoje, haverá a 1ª Sessão do Cinema Azul em Rondonópolis. Será às 10h, com entrada gratuita e ambiente adaptado ao autista, com luz acesa, volume baixo e liberdade para as crianças circularem livremente.

Desde ontem (1º/4), várias estruturas estão com iluminação especial no tom azul, a exemplo da Prefeitura, Câmara Municipal, Paróquia Santa Cruz, Shopping e algumas empresas.

Na quarta-feira passada, houve uma fala na sessão da Câmara Municipal sobre as necessidades e atuação da ARPTA.

1 comentário

  1. Boa noite,
    Sou coordenadora pedagógica em uma escola na cidade de Angélica MS. Tenho 1 ( um) aluno diagnosticado com Altismo Leve na escola e estamos encontrando muitas dificuldades para tratar o assunto com os colegas dentro da instituição. Já li várias reportagens e vejo a praticidade com que você lida com o assunto.
    Peço encarecidamente que me oriente de alguma forma, se você tiver videos e puder compartilhar conosco, desde já agradecemos.
    Att,
    Sirlene Lopes Collodetto

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