O que o Rotary faz

“em outras palavras, assim como não imaginamos o dia sem o sol e a noite sem a lua, não se imagina hoje o mundo sem o Rotary e os rotarianos”

“em outras palavras, assim como não imaginamos o dia sem o sol e a noite sem a lua, não se imagina hoje o mundo sem o Rotary e os rotarianos”

Em 2012, quando eu recebi o convite para fazer parte da família rotária, eu pouco sabia sobre o Rotary Club, suas ações e seus membros. Eu tinha uma vaga ideia do que era a instituição e imaginava que se tratava de um mundo mágico e à parte da sociedade, uma confraria para poucos e ricos; enfim, um ambiente bastante elitizado e sofisticado. Hoje, percebo que ainda há muitas pessoas que, como eu antigamente, não sabem exatamente o que um RC faz. Nada mais óbvio, pois é muito mais fácil explicar o que um Rotary Club não faz do que o contrário.

Para ser sincero, não é nada fácil resumir em tão poucas linhas o que o Rotary Club (ou o Rotary Internacional) já fez, faz e ainda pode fazer pelo Brasil e o mundo – enfim, por todos nós – em seu mais de um século de existência. Dizer, por exemplo, que o Rotary Club é uma entidade voltada à promoção de ações de caridade e doações, cujos objetivos são os de um clube de serviços ou negócios que dá ênfase ao relacionamento empresarial é dizer pouco. Por outro lado, difundir que se trata de uma organização de companheirismo, networking e serviços sociais e/ou comunitários nas suas mais variadas esferas é chamar seis de meia dúzia, ou chover no molhado.

Posso dizer que, quanto mais eu conheço e aprendo sobre o RC e o RI, mais eu me impressiono. Oportuno ressaltar, pois, que, por meio de reuniões e palestras nos milhares de RCs espalhados pelo mundo, o Rotary Internacional desafia seus membros representativos e honorários a, cotidianamente, dar sua valiosa contribuição para que tenhamos um mundo melhor, a fim de influenciar e mobilizar decisiva e positivamente a sociedade, e especialmente os nossos jovens, a fazer o mesmo – o que já vem acontecendo há algumas gerações.

Mudanças incríveis já foram possíveis desde 1905, com a idealização e a implementação de diversos projetos e iniciativas nacionais ou internacionais, sempre com o objetivo de identificar e satisfazer necessidades (e não vontades ou desejos) das pessoas em diferentes localidades do planeta. Afinal, trata-se de uma entidade local com projeção e visão global, com enfoque em seis áreas: prevenção e resolução de conflitos; prevenção e tratamento de doenças; recursos hídricos e saneamento básico; saúde materno-infantil; educação básica e alfabetização; e desenvolvimento econômico e comunitário. Haja fôlego, e gente, para tanto trabalho!

Infelizmente, o ser humano hoje em dia está mais descrente com relação às grandes causas, e egoísta. Nesse contexto, independentemente de idade, gênero, nível de renda e escolaridade, o interesse de conhecer a missão, os valores e visão de entidades como o Rotary é o primeiro e decisivo passo para que você, caro leitor, possa também contribuir com seu trabalho, tempo e (quando e se possível) dinheiro para que projetos maiores ou menores sejam mantidos ou concretizados. Eis algo que demanda melhor percepção, maior conscientização, familiaridade e envolvimento com aquilo que, direta ou indiretamente, atinge a todos nós, mesmo que isso, num primeiro momento, não pareça assim tão evidente.

Em outras palavras, assim como não imaginamos o dia sem o sol e a noite sem a lua, não se imagina hoje o mundo sem o Rotary e os rotarianos. Eis um grupo de pessoas comuns fazendo o incomum: ajudando o seu semelhante, sem esperar nada em troca – até porque seus esforços ficam ‘invisíveis’ aos olhos de quem geralmente se beneficia dessas iniciativas. Rotarianos, anote aí, são pessoas iguais a você que, às vezes com pouco dinheiro, mas muita determinação e boa vontade, fazem um trabalho de abnegados, nem sempre recebendo o apoio ou merecido reconhecimento por parte de governos, governantes e governados de todas as nacionalidades, credos e etnias.

Mas não tem sido assim mesmo, ao longo da história da humanidade, com tantas outras entidades e pessoas?

(*) Jerry Mill é mestre em Estudos de Linguagem (UFMT), Presidente da ALCAA (Associação Livre de Cultura Anglo-Americana), Membro Representativo e Oficial de Intercâmbio do Rotary Club Rondonópolis

1 comentário

  1. Poderia ser menos subjetivo e descrever pontualmente as obras realizadas em Rondonópolis, neste ano de 2013. O que acha?

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *


Compartilhe esta Notícia