‘Cavalgada solidária’ – O resgate histórico do povo de Rondonópolis

A equipe organizadora da cavalgada da Exposul, liderada pelo empresário Ari Torremocha Fim, decidiu em reunião na segunda-feira (15), o formato definitivo da 27ª edição do tradicional evento que abre a exposição de Rondonópolis. Estão sendo aguardados mais de 1,7 mil cavaleiros, amazonas, comitivas de Rondonópolis e região Sudeste de Mato Grosso, além de carros de boi e trollers de quatro rodas.

De acordo com Torremocha, o trajeto, por sugestão do TAC-Termo de Ajustamento de Conduta, firmado com o Ministério Público, terá uma redução de 1,9 km em relação ao ano passado. A concentração, que acontecerá das 6 às 7 horas da manhã de 10 de agosto (sábado), terá lugar na Rua Fernando Correia, altura da concessionária Vila Rica Mitsubishi Motors.

Da concentração a cavalgada segue pela rua Fernando Correa da Costa para o centro da cidade, dobrando a esquerda na Praça Brasil, e seguindo até a Praça dos Carreiros, onde toma a Rua Rio Branco em direção aos altos da Vila Aurora. Neste ponto, dobra a direita na Rua Paulo VI e entra à esquerda na rua Otávio Pitaluga, em direção a Lions Internacional, e desta, seguindo até a rotatória do Shopping, onde toma a Governador Júlio Campos até o encerramento, no CTG Saudades da Querência.

Ari Torremocha informou ainda que as inscrições, que terão um valor simbólico de R$ 5,00 poderão ser feitas nas casas comerciais do ramo de artigos para pecuária, como lojas country, selarias, lojas de sapatos e botas e no Sindicato Rural e, darão direito à participação no churrasco de confraternização, previsto para o final do desfile e aos prêmios que serão oferecidos aos cavaleiros e amazonas mais bem trajados; equipes mais bem uniformizadas e mais distantes; cavaleiros e amazonas mais jovens e, mais idosos e; carro de boi e trollers mais antigos e bem conservados.

De acordo com a Equipe Organizadora da Cavalgada, este ano, a arrecadação das inscrições para o desfile deverá ser revertida, integralmente, para a Casa Esperança, em suas duas unidades, em frente ao Cisc, no Centro e, no antigo Uniprom (Unidade de Proteção ao Menor), do Lions, na MT-270, que atende dezenas de abrigados.

Segundo Ari Torremocha, a cavalgada da Exposul foi criada pelo Sindicato Rural há mais de duas décadas para resgatar a história da fundação do então Arraial do Rio Vermelho, ocorrido no início do século passado. De lá à Rondonópolis dos nossos dias foi um processo de desenvolvimento envolvendo, não só os nativos, mas muitos brasileiros de todos os lugares.

“A cultura de um povo se faz com o resgate histórico das suas origens. Era um vilarejo perdido nos sertões do Brasil, na confluência dos Rios Vermelho e Arareau, que se transformou na cidade em que vivemos. No início não havia estradas, energia elétrica, telégrafo e outras comodidades. Mercadorias como querosene para os lampiões, remédios, roupas e calçados e, notícias do sul/sudeste, chegavam no lombo dos animais, nas grandes comitivas que varavam os sertões e, nas chalanas que cruzavam os rios e a bacia pantaneira. Estes pioneiros e pioneiras não podem ser esquecidos. A Cavalgada da Exposul é uma homenagem anual que o Sindicato e, o povo de Rondonópolis, prestam a estes heróis do início da cidade”, finalizou Torremocha.

(Texto de Paulo Mello – Assessoria de Imprensa – Sindicato Rural – 41ª Exposul)

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *


Compartilhe esta Notícia