Decisão ameaça investimento de grupo

Presidente do Assaí Atacadista, Belmiro Gomes: “O Grupo Pão de Açúcar respeita muito a posição do prefeito. Apenas acreditamos que podemos colaborar com o desenvolvimento de Rondonópolis”

Presidente do Assaí Atacadista, Belmiro Gomes: “O Grupo Pão de Açúcar respeita muito a posição do prefeito. Apenas acreditamos que podemos colaborar com o desenvolvimento de Rondonópolis”

Grupo encontrou na área que sediou a Amaggi as condições ideais para instalação de uma rede de supermercados em Rondonópolis; Prefeitura também tem interesse na área

Grupo encontrou na área que sediou a Amaggi as condições ideais para instalação de uma rede de supermercados em Rondonópolis; Prefeitura também tem interesse na área

–> LIBERADO –> O interesse da Prefeitura de Rondonópolis em ficar com o prédio que era do Grupo André Maggi, popularmente conhecido como prédio da Amaggi, na Avenida Presidente Médici, pode prejudicar o município. O Assaí Atacadista, supermercado do grupo Pão de Açúcar, maior varejista do Brasil, assegura que pode postergar em vários anos a instalação no município de Rondonópolis, caso a Prefeitura de Rondonópolis permaneça com o interesse em ficar com o referido prédio, impedindo que as modernas instalações sejam demolidas. A informação foi repassada ontem (27/02) pelo presidente do Assaí Atacadista, Belmiro Gomes, que manteve contato com o Jornal A TRIBUNA, esclarecendo o impasse que se formou após a entrada da Prefeitura no negócio.
As informações são de que o prédio do Grupo André Maggi foi vendido para a Unimed Rondonópolis, que, por sua vez, vinha negociando o espaço com o Grupo Pão de Açúcar. Belmiro Gomes explicou ao Jornal A TRIBUNA que estavam pesquisando e analisando áreas em Rondonópolis há mais de 01 ano e que encontraram na área da Unimed as condições ideais para o empreendimento. O executivo informou que já tinham passado pela fase de localização e análise das condições da área, pela fase de negociação de valores, mas interromperam os procedimentos na fase de formalização do contrato, logo após que souberam que foi aprovado na Câmara Municipal o direito de preferência da Prefeitura na aquisição desse imóvel – o direito de preempção.
Conforme Belmiro Gomes, a transação comercial não foi finalizada, primeiramente pela questão jurídica e, em segundo, pela questão ética, já que o poder público manifestou interesse pelo espaço. Nesse contexto, o prefeito Percival Muniz entende como um desperdício que o moderno prédio seja derrubado e, para isso, anunciou que pretende negociar a posse da área. A intenção do prefeito seria acomodar no prédio secretarias ou departamentos da administração municipal, que hoje pagam aluguel de espaços ou estão em locais que não suportam mais a demanda atual. Com esse propósito, articulou junto à Câmara a aprovação do direito de preempção.
Para ficar com o prédio que foi do Grupo Maggi, representantes do prefeito haviam informado ao Jornal A TRIBUNA que a administração municipal estava disposta a oferecer ao grupo varejista uma outra área, de igual valorização ou atratividade comercial, além de incentivos fiscais. Dessa forma, uma das opções poderia ser a permuta do espaço com área pública municipal ou, até mesmo, a aquisição de alguma área do interesse do grupo varejista pela Prefeitura, a qual seria transferida na sequência. No entanto, Belmiro Gomes repassou ao A TRIBUNA que não houve ainda nenhuma proposta de negociação oficial da Prefeitura, sabendo de possíveis áreas a serem ofertadas através da imprensa.
O impasse para a vinda do Grupo Pão de Açúcar para Rondonópolis, segundo Belmiro, está justamente em virtude da área para instalação do empreendimento. Ele explica que o Grupo fez um detalhado estudo de áreas em Rondonópolis, com busca de terrenos bem localizados, com facilidade de acesso para populações local e regional, tendo mais de 20 mil m². Em relação às propostas divulgadas na imprensa, sendo o terreno da antiga rodoviária e o espaço do antigo aeroporto, o presidente informou que não atendem à demanda do Grupo. No caso da antiga rodoviária, analisa que não possui nem a metade da metragem necessária. Quanto à segunda opção, atesta que dificulta o acesso da população local. Aliás, avalia que a cidade tem grandes dificuldades em ofertar áreas no perfil desejado, centralizadas e de grande metragem.
Justamente pela dificuldade de uma grande área disponível e bem localizada é que o Grupo Pão de Açúcar decidiu pela escolha de uma área em Rondonópolis onde haverá a necessidade de demolição de um prédio relativamente novo. Inclusive, Belmiro informou que no atual projeto de expansão do Grupo a aquisição do terreno em Rondonópolis seria uma das mais dispendiosas no Brasil, por causa das dificuldades por áreas em âmbito local. Caso a Prefeitura permaneça com o interesse em ficar com o espaço, justificou que a rede Assaí precisará fazer novos estudos de viabilidade de áreas e, com isso, seu investimento na cidade tende a ficar para uma segunda etapa de expansão, prevista para depois de 2015. “O Grupo Pão de Açúcar respeita muito a posição do prefeito. Apenas acreditamos que podemos colaborar com o desenvolvimento de Rondonópolis”, externou.
EXPANSÃO
A rede Assaí vive uma fase de expansão que contempla a abertura de mais 60 unidades nos próximos três anos no Brasil, sendo sete delas na região Centro-Oeste. Nesse processo, Belmiro Gomes informou que a cidade de Rondonópolis foi escolhida para receber uma das lojas da rede. O projeto, segundo o presidente, antes da intervenção da Prefeitura, era para construção e inauguração da unidade de Rondonópolis ainda em 2013. Agora, diante dos novos fatos, explicou que a programação para Rondonópolis está suspensa. No momento, atestou que a rede está no aguardo de uma resposta oficial do prefeito quanto à área, para definir seu futuro em Rondonópolis. “Se a Prefeitura não desistir da área, vamos postergar o investimento”, reforçou.

Projeto prevê investimento da ordem de R$ 45 milhões

Belmiro Gomes revelou que a rede Assaí viu um grande potencial em Rondonópolis, com destaque para localização estratégica, economia forte, agronegócio pujante, e como pólo de atração de clientes na região. O projeto da rede em Rondonópolis prevê investimento da ordem de R$ 45 milhões, geração de 500 novos empregos, entre postos de trabalho diretos e indiretos. A loja estaria dentro do novo padrão da rede, com um projeto mais moderno, incluindo inovações no layout, melhoria no sortimento de produtos e conforto para os clientes, com ar condicionado central, maior área de vendas e de produtos refrigerados. A loja atende as vendas no atacado e no varejo, permeando desde pequenos e médios comerciantes, transformadores e clientes em geral.

7 comentários

  1. Olha o que a insensatez do poder publico pode fazer. Estamos a ponto de perder uma empresa que pode gerar inúmeros empregos, renda e ainda melhorar e muito a concorrência no ramo dos supermercados. A prefeitura, se realmente for necessário, pode procurar outros prédios para abrigar suas secretarias. Prefeito, não começe seu mandato com o pé esquerdo!

  2. Esse predio da então Amaggi, hoje Unimed, está parado sem gerar qualquer beneficio para nossa sociedade, colocá-lo abaixo não é desperdicio haja vista que não está sendo utilizado. Se fosse a Unimed utiliza-lo também precisaria fazer adequações, se a prefeitura fosse usá-lo tambem necessitaria de adequeções, além de que porque imobilizar tanto dinheiro. As imobilizações, além de ir dinheiro publico para um amontoado de ferro e concreto, geram despesas mensais de manutenção, coisa que com aluguel gera renda para quem explora a atividade, não que o imovel alugado não gere manutençao, mas esta pode ser partilhada com o proprietário do mesmo. Desperdicio seria deixar esse forte empreendimento não ser instalado em nossa cidade.
    Somos conhecedores de que isso que o prefeito está fazendo uma parte é para ganhar mais atenção (popularidade), mais espaço e com certeza saira dessa negociação alguns…digamos beneficios… Tanto para ele quanto para os vereadores que aprovaram a preferencia de compra sem sequer questionar…

  3. Essa cidade só cresce porque parece que foi pre-destinada para crescer, mas se depender dos políticos daqui já era… Misericórdia!!!

  4. Quando eu leio matéria de políticos atrapalhando quem quer investir, eu fico aponto de infartar. Aqui a partir da hora que qualquer cidadão compra um terreno baldio o sujeito passa a ser tratado como bandido pela prefeitura.

  5. O prefeito é um homem inteligente não vai fazer tamanha besteira. O poder publico pode construir na rodoviária antiga o prédio para acomodação de seus funcionários e secretárias é só querer porque poder tem.

  6. Parabenizo o Jornal A Tribuna pela matéria, pois, em geral, a mídia de Roo costuma mascarar a realidade e mostrar somente o que convém aos políticos “da vez” na cidade. Acredito que o Sr Prefeito e seus vereadores tenham muito mais a fazer do que ficar discutindo se um prédio que nem é deles deve ou não ser demolido, ainda mais se tratando da instalação de uma empresa que trará muitos benefícios e empregos para a nossa cidade. Além do mais a prefeitura não tem dinheiro para bancar a manutenção de um prédio como aquele, nem mesmo de fazer as devidas adaptações necessárias para que o funcionalismo publico fique “bem instalado” e pareça uma boa administração. Se tivesse dinheiro, penso qe seria prioridade melhorar a saúde no município, a infra estrutura da cidade, que continua esboracada, sem agua grande parte do dia em vários bairros, falta de segurança, entre outros.

  7. Francamente me parece estranho esta atitude do prefeito, assim seria melhor uma cidade sem prefeito, quem não atrapalha já está ajudando…

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