O esforço desprendido para construir as edificações urbanas tem mostrado claramente o crescimento desordenado e deficiente da sociedade, apontando falhas grotescas na segurança, na saúde, educação e conservação ambiental.
Fizemos o que parecia impossível, construímos uma cidade para cerca de 200 mil pessoas em quase seis décadas, evidentemente com uma qualidade muito abaixo do que gostaríamos e que levaremos anos para corrigir, fazendo parte deste contexto, a Segurança Contra Incêndio e Pânico.
Talvez essa área tenha sido colocada em segundo plano dentro desse desenvolvimento desenfreado por ser uma área complexa do conhecimento humano, envolvendo todas as atividades do homem e todos os fenômenos naturais, ou seja, presente em todos os lugares.
Corroborando com este cenário, as instituições de ensino não disponibilizam de um conteúdo amplo para este tema fazendo com que o aperfeiçoamento da mente humana seja prejudicado.
Infelizmente, não podemos parar. Precisamos continuar o desenvolvimento projetando e construindo novas edificações além de adaptar as já existentes.
Precisamos nos armar com as ferramentas de projeto, com o controle dos materiais, garantir a construção mais segura e implantar os procedimentos de segurança para que ao menos minimizemos os riscos.
O desenvolvimento é cada vez maior, e maior se tornam os riscos com edifícios que surgem cada vez mais complexos, belos, porém pouco seguros.
Precisamos imbuir nas autoridades políticas, empresários e comerciantes, que devemos colocar a vida humana acima dos interesses materiais, e isso é feito investindo em Segurança Contra Incêndio que, por conseguinte traz benefícios em todos os níveis sociais.
(*) Ednaldo Fernando Rodrigues – Tenente Bombeiro Militar, chefe do Centro de Serviços Técnicos do Corpo de Bombeiros em Rondonópolis
As cidades brasileiras realmente carecem de Planejamento Urbano e um mínimo de sensibilidade humana. Os produtores do espaço urbano no Brasil e nos país denominados do “SUL” geralmente se preocupam com o lucro fácil e imediato esquecendo que a vida dos seres humanos não tem preço; tem valor. Aliás, deveria ter valor, mas infelizmente, o capital é quem faz o “mundo girar” e seu giro sempre traz consequencias danosas para toda a humanidade.
Abraços a todos os rondonopolitanos,
Aires José Pereira