Bandoleiros da rua: armados para praticar o mal

noO clamor do povo por justiça, após mais uma atrocidade ocorrida em nossa cidade, é a maior prova do caos urbano em que o nosso país vem passando. A presença de pessoas totalmente despreparadas para a vida em sociedade vem aumentando, onde as quais promovem atos e barbáries totalmente sem sentido, levando a tristeza e o desespero há muitas pessoas de bem.
Dentro da juventude atual existem aqueles sem sentido, que saem para as noitadas e se entregam facilmente ao mal do século: as drogas. Iniciam pelo álcool e quando acordam já se fazem presas dentro de um ciclo vicioso e virtuoso, que infelizmente destrói muitas famílias pelo Brasil afora. Em Rondonópolis não é diferente. O que se observa, e a olhos nus, é o acréscimo de adolescentes e jovens que nem se importam em respeitar as vontades dos pais, querem sair e se esbaldar dentro de um processo que muitas vezes possui um final muito triste. São filhos que saem à noite e só voltam na manhã seguinte,  totalmente abalroados pelo álcool e pelas drogas, deixando os pais atônitos e em muitas vezes sem reação. Por mais que a família conversa, aconselha, mostra os caminhos corretos a seguir, o outro lado não muda, não está nem aí. O pior são aqueles que usam de gírias e ironias para tirar uma com a cara dos pais ou responsáveis, se mostrando totalmente foras do contexto educacional em que a relação pais e filhos têm que possuir.
O ano de 2010 está se transformando em um dos mais violentos dos últimos tempos, aonde os números de homicídios vêm alarmando a sociedade. E a maioria desses crimes traz jovens e adolescentes como vítimas ou mesmo como autores, trazendo à tona outra preocupação, que é o uso de armas pelas ruas de nossa cidade. O comandante da PM, Major Vanilton, em entrevista em um programa de televisão, chegou a falar que a média em Rondonópolis atualmente é de uma arma por dia que sai de circulação. O caso é preocupante, e todos nós, sociedade organizada, podemos ser vítimas desses pistoleiros urbanos, que a qualquer momento podem mostrar-se valentões, atirando para todos os lados, como aconteceu com o jovem Diego Alencar, que estava no lugar errado e na hora errada, e, contudo, foi vítima de mais um desses bandoleiros, que apareceu do nada, querendo ser o bom, o valentão, que atirando sem rumo, o acertou.
Eu tive o privilégio de dar aula para o Diego e sua irmã na escola La Salle, há mais de nove anos e também frequentava aos fins de semana a empresa do seu pai, Sr. Alencar, no lava jato na Santa Cruz. Diego se tratava de um jovem empreendedor, trabalhador e muito estudioso, que ajudava a família e não tinha preguiça de progredir e se desenvolver. Era uma pessoa cheia de vida e participante ativo  da nossa sociedade. Para a pessoa que fez isso com o Diego, desejo a maior das penas, pois nada justifica andar armado pelas noitadas da vida, levando o medo e a preocupação a todos que frequentam e praticam o lazer nas noites de nossa cidade. Participar das noites de nossa cidade é importante e empunhando a paz também se faz necessário e essencial. Sendo assim, para quê andar com um trabuco do lado? Quem anda armado está procurando algo, e creio que a pessoa que atirou e acertou o Diego achou o que estava procurando. É a cadeia. De nada adianta agora se esconder da imprensa, querendo dar uma de inocente, tampar o rosto, você, atirador é o culpado e pronto. Assuma que está errado e vá tentar praticar o arrependimento e a paz atrás das grades, que é o verdadeiro lugar daqueles que andam armados, como reza a famosa Lei do Desarmamento, que infelizmente se torna mais uma lei retórica, pois na prática a coisa está feia,  e a cada dia pessoas más intencionadas andam mais armadas ainda, pelo Brasil a fora.
A realidade é que nossas polícias estão nas ruas trabalhando, o Regional Sul da Polícia Militar sobre o comando do coronel Pery Taborelli (que está de licença do cargo) faz um bom trabalho em toda região e o Major Vanilton à frente do 5º Batalhão também está diuturnamente ligado para promover uma segurança pública de qualidade em nossa cidade. Além do mais, a Polícia Civil vem dando a resposta rápida em todos esses crimes ocorridos, quase cem por cento deles já resolvidos, com os criminosos já estando fora de circulação. Além do mais, a cidade de Rondonópolis está bem servida quando o assunto é delegado de polícia, pois temos excelentes profissionais, distribuídos em todas as divisões presentes lá no Centro Integrado de Segurança e Cidadania (CISC).
Finalizo esse texto conclamando a toda nossa sociedade, que busquemos a paz, que possamos auxiliar e ajudar nossas polícias no trabalho de segurança pública. Que a família eduque com rigor os seus filhos, mostrando através de exemplos o verdadeiro caminho, que é o da escola, do trabalho e da dignidade. Que a educação escolar seja o complemento intelectual da educação recebida em casa e que nossas polícias continuem nesse trabalho, que é o de retirar das ruas pessoas que merecem estar em outro recinto, simplesmente por não cumprir as leis urbanas,  e principalmente por transgredir a maior de todas as leis, que é a lei da vida, dada por Deus a todos os seus filhos aqui na Terra.

(*)Reuber Teles Medeiros é professor, servidor público em Rondonópolis

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