SOJA: preços melhoram e movimentação ganha ritmo no mercado
Ao contrário do que vinha predominando desde o final do ano passado, o mercado brasileiro de soja teve uma semana mais movimentada. Os preços subiram nas principais praças de comercialização do país e o ritmo dos negócios ganhou ritmo. O desempenho positivo esteve atrelado à recuperação dos preços na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) e a valorização do dólar frente ao real.
No Rio Grande do Sul, a saca de 60 quilos subiu de R$ 33,50 no dia 11 de março para R$ 34,50 no dia 18, na região de Passo Fundo. No Paraná, o preço pulou de R$ 30,50 para R$ 32,00 em Cascavel. No Mato Grosso, comportamento semelhante. A cotação da saca em Rondonópolis passou de R$ 27,80 para R$ 29,00 no período.
MILHO: fraca comercialização e preços estáveis
O mercado brasileiro de milho teve uma semana com comercialização fraca e preços estáveis em praticamente todas as praças. No Rio Grande do Sul, os agricultores focaram-se na colheita da soja, e os trabalhos no milho ficaram um pouco para trás e reduziram as ofertas na região. Em São Paulo, surgiu alguma oferta, mas os preços continuaram iguais.
Há muita expectativa em torno das notícias do governo sobre a realização de leilões de PEP e de Pepro em abril, para uma possível sustentação dos preços, conforme o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari.
A colheita da safra 2009/10 de milho no Brasil atingiu 44,8%, contra os 34,1% colhidos no mesmo período do ano passado, segundo estimativa de SAFRAS & Mercado. A colheita no Rio Grande do Sul, que cultiva uma área de 1,084 milhão de hectares, atingiu 65%. Em Santa Catarina, que cultiva área de 652 mil hectares, a colheita está 37% completa. Anteontem, no oeste do Paraná, preços a R$ 15/16,00, em Cascavel. No Rio Grande do Sul, mercado a R$ 16/16.50, em Erechim. Em São Paulo, o preço da saca esteve a R$ 16,00, na Mogiana. Em Campinas, mercado a R$ 18,80 CIF. Em Minas Gerais, preços a R$ 14,50/15,50, em Uberlândia. Em Mato Grosso, mercado a R$ 8/11,00, em Rondonópolis. Em Goiás, preços em R$ 13,00/14,50.
ALGODÃO: preço segue aquecido no mercado brasileiro
A disponibilidade restrita e a necessidade de compras por parte da indústria mantiveram o suporte para o algodão no início desta segunda quinzena de março. “Foi mais uma semana de referenciais em alta frente a uma oferta limitada, principalmente na mão de produtores”, explica o analista de SAFRAS & Mercado, Miguel Biegai. Segundo ele, o cenário positivo em Nova York também influenciou as cotações domésticas.
O preço do algodão no mercado interno atingiu uma importante resistência psicológica na linha dos R$ 1,50 a libra-peso, posto São Paulo, para pagamento em oito dias. “Contudo, esse patamar atingido arrefeceu o ritmo dos negócios”, lembra Biegai.
SUÍNO: demanda se mantém e oscila de estável a mais alto
O mercado brasileiro de suínos terminou a semana com preços estáveis a mais altos se comparados à semana anterior. “O mercado ganhou boa valorização nas últimas semanas, em função da demanda mais aquecida, mas a tendência, agora, é de manutenção dos atuais níveis diante da proximidade do final de mês”, comenta Fernando Iglesias, analista de SAFRAS & Mercado. De acordo com o analista, a movimentação foi mais expressiva para Santa Catarina, principal produtor de suíno do país, com bom volume de negócios na semana. Em Mato Grosso, mercado segue estável em R$ 2,30 quilo vivo em Rondonópolis. No Rio Grande do Sul, a semana foi de variação positiva do preço médio nas principais zonas de criação de suinocultura, segundo informou relatório da EMATER.
BOI GORDO: mercado segue firme e com poucas chances de baixa
O mercado brasileiro de boi gordo termina a semana com alta de R$ 2 a R$ 3 na arroba na comparação com a semana anterior. A pouca oferta de animais para abate, principalmente em São Paulo, fez com os frigoríficos trabalhassem com escalas curtas no período, na maioria dos casos para a metade da próxima semana. “A oferta de modo geral é pouca e os preços seguem gradativamente em alta. A demanda interna positiva ajuda e alguma recuperação nas exportações também, mas o principal aspecto de mercado é a baixa disponibilidade de boi para abate neste momento”, comenta Paulo Molinari, analista de SAFRAS & Mercado. Em Goiás, o mercado seguiu firme em R$ 75,00 arroba. Em Mato Grosso, a arroba foi cotada a R$ 66/73,00 contra R$ 65/72,00 da última semana (11).