Descrita no inicio do século 20 pelo neurologista alemão Alois Alzheimer, o Mal de Alzheimer até hoje tem o diagnóstico difícil, feito por meio da exclusão de outras patologias. Por este motivo, é facilmente confundido com outras doenças, pois seus sintomas são comuns a vários males, como o microinfarto ou a hidrocefalia.
De acordo com o dr. Rubens Gagliardi, coordenador científico do Departamento de Neurologia da Associação Paulista de Medicina, embora sem cura, este mal tem diversas opções de tratamento que incluem cuidados gerais e medicação, que retardam a evolução da doença trazendo mais qualidade de vida, ao menos temporariamente.
“O apoio psicológico também é muito importante, pois o paciente fica sujeito a distúrbios de humor e de sono, que agravam o quadro, além de alterações de comportamento, como agitação, agressividade e depressão.”
A característica fundamental do Alzheimer, explica o neurologia, é a perda cognitiva progressiva. “Os primeiros sinais são pequenos esquecimentos que se agravam gradualmente, provocando confusão no indivíduo, que em sua fase mais avançada não reconhece mais familiares ou a si mesmo, podendo tornar-se agressivo”.
DETALHES QUE FAZEM A DIFERENÇA
Com o passar do tempo e agravamento dos sintomas, devem ser estabelecidas rotinas a fim de facilitar as atividades do dia-a-dia e estruturar um novo sistema de vida. “Os familiares devem incentivar a independência do paciente, respeitando e preservando sua capacidade de realizar atividades. Por isso, só faça pelo paciente o que ele não tem condições de realizar sozinho”.
A comunicação é outro ponto importante e deve ser facilitada com perguntas simples e objetivas, que possibilitem respostas “sim” ou “não”. “É preciso estar atento aos detalhes do espaço que ele ocupa, identificando armadilhas como tapetes, mesas de centro, móveis com quina, escadas, banheiras, janelas, piscinas e até mesmo alguns objetos de decoração, para evitar quedas e acidentes”.
PREVENÇÃO
Além de tratar patologias como a diabetes ou a hipertensão arterial, manter atividade física regular e parar de fumar, que contribuem para uma boa circulação cerebral, beneficiando a atividade do cérebro, as atividades intelectuais são também muito importantes.
“Sair, ir ao cinema, teatro, ouvir música, aprender um novo idioma, ler, escrever, enfim, reservar um tempo para atividades que nos tragam bem-estar e agreguem novos conhecimentos. Se nos ajudarem a prevenir doenças, certamente farão com que aproveitemos a vida muito melhor, ao menos enquanto pudermos”, conclui.