Com forte gripe desde a sexta-feira, Ronaldo admite que não sabe com quais condições entrará em campo na quarta, no Pacaembu, para enfrentar o Internacional, na primeira final da Copa do Brasil.
Os problemas físicos começaram em maio, quando o Fenômeno sofreu uma lesão na panturrilha direita, na véspera do jogo contra o Fluminense, dia 13, pelo torneio nacional. “Tive um mês difícil. Sofri com a gripe, com a panturrilha e em nenhum dos jogos eu me senti confortável, sem ter nenhum tipo de dor. Hoje, o que só me incomoda mais é a gripe. Espero que quarta-feira, com todos os remédios possíveis, eu possa estar bem” afirmou Ronaldo,ontem, depois de alguns exercícios no Ceproo do Parque São Jorge.
Ele diz que tem tomado “uns cinco remédios por dia”, entre analgésicos, antibióticos e vitaminas. E que deixou o campo do Serra Dourada, domingo, durante o empate por 0 a 0 com o Goiás, com febre. Mas não quer usar isso como desculpa para a falta de gols. Ele não marca desde 6 de maio, quando fez os dois da vitória por 2 a 0 sobre o Atlético-PR. “Eu quero muito que seja dia de Ronaldo na quarta-feira. Estou com uma gripe bem pesada, como eu disse tive um mês difícil, mas nada disso justifica a ausência de gols. E a gripe estará curada até a quarta. É uma final importantíssima, é o nosso principal objetivo no ano e temos de aproveitar o jogo em casa”, disse.
Para isso, o Corinthians terá de atacar o Inter. O problema é que, como lembra Ronaldo, é importante não sofrer gols. Mesmo que o adversário seja considerado por muitos como um dos principais times do Brasil. “Eu discordo (de o Inter ser o melhor time do país). Porque a avaliação tem de ser sempre no fim (da competição). Qualquer tipo de avaliação técnica tem de ser no fim do campeonato, com títulos. Sem tirar o mérito do Internacional, que está jogando muito bem, mas sabemos que não é um bicho-de-sete-cabeças. Temos todas as condições de ganhar e fazer o melhor”, afirmou.
Se a saúde não está 100%, o humor, pelo menos, está bom. Antes da entrevista, o craque brincou ao perceber que os câmeras de TV e os jornalistas não estavam na sala de imprensa lhe esperando…
“Pô, não veio ninguém? É só parar de fazer gol que ninguém me dá mais bola…”, disse, entre risos.