A Bíblia está repleta de lições que reproduzem muitos acontecimentos nos dias atuais e as reações da humanidade diante dos fatos. Há mais de dois mil anos, quando Jesus foi apresentado a Pôncio Pilatos e o mesmo deixou a critério do povo para escolher entre Ele, o pacificador, justo, homem perfeito e o malfeitor, criminoso Barrabás, a multidão como sempre, escolheu o perverso, corrupto, injusto.
Nos dias atuais não é diferente, continuamos escolhendo os homens corruptos, amantes de si mesmos, desonestos e malfeitores em todos os segmentos, seja na política, na economia ou na sociedade em geral.
É de pasmar a naturalidade que aceitamos os fatos, desconhecemos nossos direitos e deveres como cidadãos e assistimos perplexos pelos meios de comunicação o noticiário das ocorrências, murmuramos e nada mais.
A Bíblia trás mais uma expressão disso “e por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará” e é exatamente isso que tem acontecido, ficamos como geladeira diante de tanta coisa errada, injusta e desumana.
Se olharmos para a nossa Constituição, veremos belos textos normativos que na maioria não tem existência prática, está escrita no papel, porém apagada no coração e na mente dos poderes constituídos para executarem. A política então nem se fala, cheira “mal” de tantos escândalos, condutas inadequadas e impunidade declarada e assegurada por lei. Mas não precisamos ir tão longe, nós mesmos no dia a dia temos atitudes semelhantes, de ignorância, injustiça, “jeitinho brasileiro” e outros tantos.
Hoje, um gesto de honestidade é um espetáculo surpreendente, o que deveria ser natural passa a ser inacreditável. Assim como Barrabás, personagem misterioso, homem perverso, coração enegrecido pelo ódio, que já contava com a pena máxima e que depois se tornou livre, de um momento para o outro, assim é nos dias atuais, muitos nazarenos são presos e crucificados e vários malfeitores não libertados por “Pilatos” do poder, da vergonha, assistidos por multidões que não usam da representatividade que tem para mudar, cobrar e fazer valer a justiça. Somos uma nação, um povo forte e capaz de inverter o curso desta sociedade para melhor, a começar por nós mesmos, dentro da nossa própria casa.
Até quando continuaremos a preferir Barrabás e a negar o que é certo, justo e de bem comum a todos? Enquanto isso, os Barrabás da vida continuam matando, roubando, explorando e o povo sofrendo, sem emprego, habitação, saúde, dignidade, sem respeito próprio, acovardados por um “aceitismo” vil e vergonhoso. Tomara que a próxima geração avance neste sentido, de melhorar o ser humano.
Parabéns pela analogia implícita no artigo. Realmente é o que atualmente vemos, ouvimos e fazemos conscientes ou inconscientes, e que acaba colocando no pódium o mais perverso!
Muito bom o comentário..
parabéns…