O duelo entre São Paulo e Atlético-PR, neste domingo, às 15h, no Morumbi, marca a necessidade das duas equipes pela vitória. O Tricolor perdeu quatro dos últimos jogos da temporada - dois pelo Paulista, quando foi eliminado pelo Corinthians, um pela Libertadores e na estreia do campeonato nacional, para o Fluminense - e tenta reencontrar o bom futebol. O Furacão também foi batido na primeira rodada pelo Vitória, na Arena da Baixada, amargando o resultado ruim em casa. E ainda passou pela eliminação recente na Copa do Brasil, para o Timão. Os três pontos significam tranquilidade para quem vencer.
No time paulista, a semana começou com conversa. Os jogadores ouviram Muricy Ramalho ressaltar a importância da volta por cima. Depois de mais de duas semanas sem jogar, a equipe perdeu no Maracanã por 1 a 0 e decepcionou. Agora espera que a história seja diferente.
“Entramos com a responsabilidade de vencer, pois não temos conseguido bons resultados. A equipe geralmente perde muito pouco, e em menos de cinco meses fomos derrotados tanto quanto o ano passado todo. Conversamos a respeito e agora precisamos colocar em prática a mudança”,explicou o volante Zé Luis.
Mesmo com a derrota por 2 a 0 para os baianos em casa, diante da torcida, o time paranaense merece total atenção de Muricy. O treinador são-paulino prevê um adversário armado por Geninho de forma defensiva. “O Atlético é um time que fora de casa joga bem fechado. Claro que temos obrigação de ir para cima por jogarmos em casa, mas será um confronto duro como qualquer um do Brasileiro”,justificou o comandante.
Muricy tem vários problemas para a partida. Dagoberto e Renato Silva, machucados, estão vetados, assim como André Dias e Jean. Aislan é reserva, mas sente dores lombares e é dúvida. Com isso, o treinador só tem um zagueiro para escalar: Miranda. E deve improvisar Richarlyson ao lado do titular. Zé Luis volta após mais de um mês em recuperação e ocupa a lateral direita. Como a defesa está bastante desfalcada, Eduardo Costa pode ser usado para proteger a zaga, atuando na cabeça-de-área. Sem Dagoberto, Borges volta a formar o ataque com Washington. “A gente procura tirar o máximo de cada um, mas na defesa é um pouco mais difícil improvisar, pois tem que ter paciência, defender é mais complicado do que atacar. Não é fácil fazer a cabeça do jogador para marcar”, explicou o treinador, lamentando a necessidade grande de improvisar.