Um entendimento entre o Sindicato dos Investigadores e Agentes Prisionais da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (Siagespoc/MT), ontem, pôs fim à quarta paralisação da categoria este ano, que luta pela reestruturação da carreira e por melhorias salariais.
A greve deflagrada na quinta-feira (30) da semana passada, completou ontem cinco dias e já estava comprometendo a segurança pública, com a suspensão das investigações de crimes contra a pessoa e contra o patrimônio, tráfico de substâncias entorpecente e o cumprimento de mandados de prisões em todo Estado.
Os policiais reivindicavam um aumento salarial, elevando os atuais R$ 1.485,00 iniciais para cerca de R$ 2,3 mil. O governo propôs um reajuste escalonado numa tabela progressiva.
Com a nova tabela de recomposição salarial, os salários de investigadores e escrivães serão equiparados e o valor em início de carreira será de R$ 1.700,00, o que permitirá aos policiais manterem o benefício de R$ 400,00 (líquido) do programa Bolsa Formação, concedido pelo Ministério da Justiça aos profissionais da Segurança Pública como incentivo para capacitação e qualificação.
De acordo com a tabela, os aumentos serão escalonados e concedidos sempre no mês de maio. No próximo ano, o salário inicial será de R$ 1.870,00, em 2010 de R$ 2.057,00 e em 2011 o salário inicial chegará ao valor de R$ 2.365,55.
O presidente da subsede do Siagespoc de Rondonópolis, Márcio Henrique Alves, disse ontem que o aumento conseguido não atende plenamente as expectativas dos agentes, que esperavam um aumento mais substancioso e mais imediato, mas entendeu que houve um avanço.
“O governo, enfim, nos enxergou e nos chamou para negociar. É pouco? É. Mas pelo menos houve um avanço. O secretário da Casa Civil nos atendeu, nos procurou hoje (ontem) com o propósito de negociar e chegamos a um entendimento que vai beneficiar não apenas os investigadores, mas sobretudo os agentes prisionais que não entraram em greve, estendendo ainda o benefício aos colegas inativos (aposentados)”, explicou.
A categoria se reuniu durante todos esses dias de paralisação na sede do sindicato e ontem chegou a se mobilizar na frente da Delegacia Regional para demonstrar o seu descontentamento. Os investigadores, como forma de protesto, portavam um nariz de palhaço e um apito onde chamavam a atenção das pessoas para a sua luta.
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