A questão da saúde virou um grande foco dos debates eleitorais e eleitoreiros não somente aqui em Rondonópolis como no restante do Brasil. O motivo é que a saúde pública brasileira nunca funcionou a contento. O Brasil, apesar dos esforços do governo federal, ainda é carente em atendimento de qualidade. Os hospitais públicos brasileiros estão exageradamente apinhados de gente precisando de atendimento e um número reduzido de médicos.
Os investimentos da União, estados e municípios ainda são poucos para fazer com que a saúde brasileira funcione no mesmo nível de países do Primeiro Mundo como o Canadá, por exemplo.
Há uma clara necessidade de investimentos. Basta observarmos a quantidade de novos hospitais públicos que foram construídos no Brasil nos últimos anos. São raras as construções e a maioria dos nossos hospitais é da década de 80. E hoje, infelizmente, estão ultrapassados para atender a população. Os hospitais públicos brasileiros ficaram pequenos em menos de uma década e o resultado, em muitas vezes, são os corredores e salas de espera lotados. Fora isso, é preciso também investir no médico e em enfermeiros para garantir atendimento de qualidade.
Outro problema no setor são as chamadas doenças de Terceiro Mundo. O Brasil sofre com isso diante do tamanho do território e as diferenças regionais. Com isso, o controle destas doenças é quase impossível no país.
O resultado é que a cada dia o brasileiro vai dando adeus à saúde pública, diante das dificuldades de atendimento e, aos poucos, vai migrando para os planos de saúde, mesmo que isso signifique uma dificuldade no orçamento.
Levantamento feito em 2005 e publicado ontem pela Agência Estado mostra que já chega a 18% o número de brasileiros que conta com plano de saúde. Em uma conta arredondada, mostra que praticamente um a cada cinco brasileiros conta com um plano de saúde. O reflexo de tudo isso está nos problemas que já foram ditos e também que, com o orçamento pequeno do cidadão, é quase impossível se pagar uma consulta particular. Sem paciência para receber o atendimento público, resta ao cidadão apelar para as economias da casa e procurar o plano de saúde mais perto.