No “vale tudo” proposto pela oposição na presente campanha eleitoral em Rondonópolis, a saúde pública foi transformada em “saco de pancadas”, obviamente que injustiças acabam sendo cometidas contra profissionais abnegados, especialmente médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e até a maioria da área administrativa do setor de Saúde.
Nutria admiração pelo Zé! Ando reavaliando essa admiração depois que conheci o seu lado hipocondríaco. Pessimamente assessorado, juntou uma meia dúzia de mulheres saudáveis e botou as seis na TV para falarem que a saúde pública local não presta. Uma delas até dá gargalhadas quando fala do assunto.
Resultado desse “vale tudo” por um voto: no comício do ultimo sábado, o governador comprou a briga e disse que o assunto é de sua alçada, e que se os médicos e demais servidores do Hospital Regional que não estão trabalhando vão ter que trabalhar.
Mas, esqueçamos as 6 mulheres que, saudáveis, participam da campanha do Zé.
Convido você, que possa ter dado atenção a este assunto, para que analise a minha condição de paciente da ortopedia do HR, isso já aproximadamente há sete meses. Nesse período fiz uma cirurgia, delicada, cujo resultado é elogiável. Só tenho a agradecer a dedicação do Dr. Ricardo Menezes e de todos os seus auxiliares que, diuturnamente, se desdobram para atender uma multidão de mutilados que chega a todo instante, vinda de ruas e avenidas e algumas dezenas de municípios de toda a nossa região.
Há cerca de três anos, meu neto, Lucas Henrique, ao tentar comer um amendoim, aspirou o grão que lhe obstruiu o pulmão esquerdo, entrando em estado de coma poucos minutos após. Atendido pelo heróico pediatra Dr. Bortoloso, foi encaminhado para Cuiabá acompanhado de médico especialista em ambulância do município. Após delicada intervenção cirúrgica, foi salvo porque a equipe daqui foi responsável e buscou atendimento além das suas possibilidades.
Já no caso do Valdemir Costa Filho, a equipe do PSF do Jardim Rivera fez uma espécie de vigilância comunitária para conseguir debelar um tipo raro de anemia que se acreditava estar num estágio irreversível. Agora, com dois anos e cinco meses, já pode ser considerado campeão de saúde, graças a Deus e aos profissionais responsáveis pelas nossas vidas, que têm sido as grandes vítimas desse “vale tudo” da campanha eleitoral.
Acho que a hora não é a mais indicada para tirar o brio desses verdadeiros heróis, que estão sendo atacados pelas costas e, sem tempo para se defenderem, continuam na extenuante rotina de nos socorrer.
Não acredito que os casos citados aqui, envolvendo meus entes, sejam mera coincidência. Acredito sim que é o resultado de um trabalho feito com padrão de qualidade que a população merece. Saúde!
(*) Valdemir Costa é jornalista e radialista em Rondonópolis