Em outubro de 2007, estive em Penha (SC), onde visitei o maior parque temático da América Latina, o Beto Carrero World, juntamente com a Edna Rondon, minha esposa e a Ana Júlia, minha neta. O motivo da visita foi para manter contato com o Beto Carrero com o objetivo de discutirmos as bases do contrato para produção do livro sobre sua vida.
Por intermédio do Dr. Murad, odontólogo residente em Rondonópolis, sobrinho do Beto, conversei com ele por telefone em agosto, quando ele informou que estava indo para os Estados Unidos e na sua volta eu poderia ir até a Penha para conversarmos.
A chegada do Beto, após algumas semanas nos Estados Unidos com passagem pelo México, onde mantinha negócios, coincidiu com a “semana do saco cheio” da Faculdade e férias da Ana Júlia, em outubro, quando fomos para Santa Catarina. Lá chegando fomos recepcionados pela Rosa, seu braço direito, esquerdo e que nos disse para ficarmos à vontade no parque como convidados especiais do Beto Carrero que ele ainda estava em São Paulo, mas que estava chegando até o final daquela manhã, coincidentemente, Dia das Crianças, e de muito movimento no parque em função das caravanas de todo o Brasil.
Inclusive, no primeiro dia que passamos no Parque encontramos com uma caravana de estudantes de Rondonópolis, onde estavam a Isadora Câmara, filha da Dra. Ádila Arruda Safi, advogada em nossa cidade e do empresário Maritano Câmara e ainda o filho da jornalista Claudia Bouviê. Aproveitamos a manhã e o início da tarde para brincar a vontade, na maioria dos brinquedos. Excetuamos os mais radicais, onde optamos em não ir. O Beto Carrero chegou na Penha e por volta das 14 horas nos recebeu em seu escritório onde conversamos, apresentei a Revista da 105 FM que, na época, eu editava, conversamos e tiramos muitas fotografias. Após esse primeiro contato, nos deixou a vontade para aproveitarmos as delícias do Parque e marcamos nova reunião para o dia seguinte. No dia seguinte, reunimos com o Beto e sua assessoria para iniciar o estudo da proposta. Ele achou interessante e pediu para marcarmos um novo encontro para o início deste ano, com a presença da assessoria jurídica para fecharmos o contrato e iniciarmos o trabalho de captação das informações com seus familiares e com ele para começar a escrever o livro sobre a vida do radialista e empresário Beto Carrero.
A pessoa, Beto Carrero, me deixou lindas lembranças pela sua maneira humilde, simpática, determinado e sempre pronto a ajudar as pessoas, uma de suas marcas registradas. A sua morte, amplamente divulgada pela mídia, com certeza, emocionou muita gente e deixa uma lacuna nesse segmento, de proporcionar entretenimento para crianças de 8 a 80 anos, com detalhes existentes no parque inenarráveis, digno de visitas sempre que possível. O empreendimento do parque deve continuar, isso porque a administração já estava sendo feita por executivos de uma forma extremamente profissional. O Parque que começou com a visão futurista do Beto.
Ainda jovem, o Beto queria ser cantor sertanejo, em sua cidade natal, São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Comprou um espaço em uma rádio da cidade e formou uma dupla sertaneja. Conseguiu um patrocinador para bancar o horário na rádio. No meio do programa, o patrocinador cancelou o contrato, pois como cantor o Beto, pra ser ruim, precisava melhorar muito. Ele viu que tinha jeito para vender propaganda e resolveu que iria viver disso. Mudou o rumo e comprou um outro horário em uma outra emissora com um outro patrocinador e foi ser apresentador. Fez tanto sucesso que com pouco tempo não tinha espaço publicitário em seu programa. Após alguns anos foi enfrentar a selva de pedra. Mudou-se para São Paulo. Chegando na capital paulista foi vender espaços publicitários para rádios. Com o tempo, montou sua agência de propaganda e criou sua famosa logomarca Beto Carrero. O Carrero em homenagem ao seu pai que tinha uma carreta puxada por bois e era carrero. Alguns devem lembrar da logo, escrita com um chicote, com efeitos sonoros e no final a voz de Cid Moreira dizendo: Beto Carrero.
Agradou tanto que o Beto foi procurado por várias empresas querendo comprar os direitos para usar a marca. Uma das empresas foi a Hering que lançou camisetas, calças jeans com a grife Beto Carrero. Como pagamento, a Hering deu uma “fazenda” no interior de Santa Catarina. Quando o Beto foi visitar a região, com alguns familiares, encontrou só areia. A área estava localizada próxima a praia do lugarejo chamado Penha e só tinha areia. Falaram para o Beto: “poxa, te deram uma fazenda que não produz nada, só tem areia”. Olhando para o horizonte, o Beto disse: “vocês estão enganados, aqui, neste lugar, vou construir o maior parque temático da América Latina e vou produzir entretenimento para todo mundo, vou construir o Beto Carrero World. E assim fez e, o mais importante, viu todo seu sonho concretizado em vida. Mostrou ser um excelente empreendedor criando o parque com estrutura de lazer, zoológico, praça de alimentação e atrações circenses recebendo gente de todo o Brasil e de vários outros países, gerando milhares de empregos.
Beto Carrero, que seu sonho continue através dos seus executivos e parentes. Quanto ao livro, vou manter contato, após a poeira baixar, com a Rosa (assessora direta de Beto Carrero e que participou das negociações) para analisarmos a viabilidade de se dar andamento ou não ao projeto. Com as bênçãos de Deus tenho certeza de que irá para frente, pois a vida do Beto Carrero serve de exemplo de tenacidade, empreendedorismo, humildade, amor ao próximo e ao trabalho, para todos e vale a pena conhecê-lo a fundo.
(*) Gino Rondon é executivo de marketing político, jornalista e radialista
Sua idéia de um livro sobre o Herói Beto Carrero é o que todos os membros do Clube Brasileiro de Montanhas-Russas sonham. Sou amigo próximo do Clube, o Lucaz Ferraz e tenho certeza que ele vai adorar sua idéia. Vou comunicá-lo.
Esperamos e damos todo o apoio para esta obra.
Tenho um blog sobre parques de diversões e sou presidente de uma associação de fãs de montanhas russas, o CBMR - Clube Brasileiro de Montanhas Russas.
Sempre fomos muito apaixonados pelo Beto. Eu, particularmente semre identifiquei os meus sonhos nos dele e chorei muito a sua morte.
Conversei com ele algumas vezes e tenho certeza de que a melhor coisa que poderia acontecer agora é um livro sobre sua fantástica vida.
Tudo o que eu e o Clube Brasileiro de Montanhas Russas pudermos fazer para ajudar, faremos de bom grado e com muito orgulhho.
Parabéns pela iniciativa.
Como administrador do CBMR - Clube Brasileiro de Montanhas-Russas dou os meus parabéns por essa iniciativa e, acredito fielmente que você conseguirá colocá-la em prática!
Como o próprio Beto Carrero (nós, do clube, o chamávamos carinhosamente de “Tio Beto”) dizia: “Enquanto houver um sorriso em uma criança, o Beto Carrero sempre existirá!”, nós como eternas crianças (embora eu tenha 38 anos) devemos sempre sorrir e fazer as crianças sorrirem e, com esse livro contando a história de sua vida, irá , junto com o Beto Carrero World, o torná-lo ETERNO!
Acompanhamos desde o inicio (primeira tenda) colocada onde hoje é o Parque Beto Carrero. Ninguém acreditava que se tornaria no que é hoje, ninguém não, o Sr. Sérgio Murad tinha certeza de que era viável. É muito fácil implantar uma fabrica hotel… Quando se tem recursos próprios ou linhas de crédito subsidiadas. Mas Beto Carrero lutou contra todas as adversidades e o pessimismo de alguns que estão sempre de plantão. Nós aqui de perto (Blumenau - 60 km do parque) vimos àquela pequena lona se transformar em um parque dos sonhos, construído principalmente pelo esforço, muitas vezes solitário de Beto Carrero - Que pena que o valor a ele atribuído venha acontecer principalmente após sua viagem. Com certeza o seu sonho não foi terminado, mesmo porque não existia uma meta final e sim uma constante evolução do parque – Como disse nosso poeta “Mor” Lindolfo Bell – “Menor que meus sonhos não posso ser”. Até mais, nosso brasileiro e Herói Sérgio Murad